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São Miguel dos Campos,15/04/2026

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Governo avalia medidas para combater alta nos preços dos alimentos

Reunião no Palácio do Planalto focou em alternativas como redução de tarifas de importação e reformulação de vales-alimentação

Redação NTtv com informações de Gazeta Brasil
Governo avalia medidas para combater alta nos preços dos alimentos Reunião no Palácio do Planalto focou em alternativas como redução de tarifas de importação e reformulação de vales-alimentação/Diogo Santana
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Nesta sexta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu uma reunião de mais de duas horas com seus ministros no Palácio do Planalto, com o objetivo de discutir soluções para a crescente alta nos preços dos alimentos. Embora não tenham sido definidas medidas concretas, o governo está considerando alternativas que incluem a redução de alíquotas de importação de produtos que são mais caros no Brasil, mas mais acessíveis no mercado internacional, além de mudanças no modelo de vales-refeição e alimentação.

Durante a coletiva de imprensa, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) apresentaram um panorama detalhado, com dados do Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad. Entre os tópicos discutidos estavam a evolução dos preços de commodities como café, milho e soja, bem como a expectativa de uma supersafra em 2025.

Rui Costa enfatizou que os preços dos alimentos estão intimamente ligados ao mercado internacional e à variação cambial. Ele projetou um aumento de 8% na produção agrícola em geral para 2025, destacando que a produção de arroz deve crescer 13%. O ministro também ressaltou que a orientação de Lula é priorizar o apoio a produtores por meio de crédito acessível e focar na oferta de alimentos da cesta básica.

Possíveis Medidas em Análise

Entre as alternativas em discussão, está a redução das tarifas de importação para produtos que têm custos elevados no mercado interno. “A ideia é diminuir a taxa para os produtos mais caros aqui e mais baratos lá fora”, explicou Costa. Ele lembrou que, no primeiro semestre de 2024, o governo já havia zerado as tarifas de importação de dois tipos de arroz em resposta às enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, responsável por 70% da oferta nacional do grão.

Outra proposta em avaliação refere-se às taxas cobradas por administradoras de cartões de vale-refeição e alimentação. Rui Costa mencionou que o governo estuda a possibilidade de “reduzir substancialmente” as tarifas que, em alguns casos, podem chegar a até 15%. Essa medida visa assegurar que os trabalhadores recebam uma maior parcela do benefício.

Na quinta-feira (23), Haddad destacou que o governo está analisando a regulamentação da Lei 14.422, que modificou o Programa de Alimentação do Trabalhador, permitindo a portabilidade dos vales e possibilitando que os trabalhadores escolham a empresa gestora dos tíquetes. Para Haddad, essa maior concorrência entre as administradoras pode contribuir para a redução das taxas cobradas.

Impacto nas Famílias de Baixa Renda









A alta nos preços dos alimentos continua a impactar especialmente as famílias de baixa renda, com itens como carnes, ovos, óleo de soja e café pressionando o orçamento doméstico. De acordo com o governo, alimentos e bebidas foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação em dezembro de 2024, e essa tendência deve persistir ao longo de 2025.

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