Advogado preso em operação de R$ 80 milhões é reincidente e usava luxo para atrair vítimas
Líder da Orcrim foi capturado na Barra de São Miguel; investigação aponta que esposa e tio do advogado também integravam o esquema que falsificava taxas judiciais.
Bens de luxo foram apreendidos durante operação nesta quarta-feira. Cortesia PC Novos detalhes revelados pela cúpula da Polícia Civil de Alagoas, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (15), mostram a sofisticação da organização criminosa liderada por um advogado alagoano. O alvo principal da Operação Dr. Golpe, preso em uma residência na Barra de São Miguel, já possuía histórico criminal por sonegação fiscal e utilizava uma rede de pelo menos oito comparsas para sustentar as fraudes.
De acordo com o Delegado-Geral, Thalles Araújo, e os delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, o grupo agia de forma estruturada. O advogado se apresentava simultaneamente como jurista e corretor de imóveis, prometendo agilidade na regularização de propriedades de alto valor.
A investigação aponta que o suspeito utilizava o dinheiro dos golpes para adquirir veículos de luxo e ostentar um padrão de vida elevado, estratégia usada deliberadamente para impressionar e conquistar a confiança de novas vítimas com grande capacidade financeira.
Falsas Taxas: O grupo cobrava valores vultosos sob o pretexto de "agilizar" trâmites no Judiciário.
Núcleo Familiar: Entre os oito investigados que auxiliavam na lavagem de dinheiro, estão a esposa e um tio do advogado.
Vítimas: Até o momento, 14 boletins de ocorrência foram formalizados contra o suspeito.
Durante a prisão na Barra de São Miguel, foram apreendidos carros de luxo e quantias em dinheiro. O delegado Dalberth Pinheiro ressaltou que a organização era "especializada em pessoas físicas de alto padrão", criando processos fictícios para justificar as cobranças.
As investigações continuam para identificar se há participação de outros agentes no esquema e para rastrear o paradeiro dos R$ 80 milhões movimentados pela quadrilha. O advogado e os demais envolvidos permanecem à disposição da Justiça.



COMENTÁRIOS