Líder de facção do PR é preso em Maceió; criminoso vivia em mansão de R$ 3 milhões e gastava R$ 40 mil no cartão
Investigação revela que Werik de Souza Leal, o “Rajada”, usou transferência de regime para comandar o tráfico de Curitiba a partir de Alagoas; cinco foram presos no estado.
Rajada levava uma vida de luxo em Maceió, enquanto comandava o tráfico em bairro de Curitiba. ric.com.br A operação integrada deflagrada nesta sexta-feira (24) revelou detalhes impressionantes sobre a vida de luxo de Werik de Souza Leal, o “Rajada”, apontado como o maior líder de uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas e em homicídios no bairro Parolin, em Curitiba (PR). O criminoso foi capturado em um condomínio de alto padrão em Maceió, onde mantinha uma vida cinematográfica.
De acordo com o delegado Ricardo Casanova, da Polícia Civil do Paraná, Rajada conseguiu se mudar para Alagoas após alegar ameaças de morte em seu estado de origem. Por uma brecha no sistema — a falta de vagas para o regime semiaberto em Alagoas — a Justiça autorizou a progressão para o regime aberto, permitindo que ele vivesse em liberdade total, sem sequer utilizar tornozeleira eletrônica.
Ostentação com Dinheiro do Crime
Mesmo a milhares de quilômetros de distância, "Rajada" comandava o narcotráfico paranaense de forma remota. Em Maceió, a estrutura mantida por ele incluía:
- Imóveis de Luxo: Residências avaliadas em cerca de R$ 3 milhões;
- Gastos Exorbitantes: Faturas de cartão de crédito que ultrapassavam os R$ 40 mil mensais;
- Patrimônio: Carros de luxo e mensalidades de escolas particulares de elite para os filhos.
Escudo Geográfico
Para a polícia, o afastamento geográfico serviu como um "escudo". Ele e seu braço direito — que também foi alvo da operação — delegavam o gerenciamento tático diário no Paraná enquanto desfrutavam do litoral alagoano.
Além de Werik, outros quatro integrantes da organização foram presos em Alagoas durante a Operação Rajada. No Paraná, diversos mandados também foram cumpridos simultaneamente para desmantelar a base da facção. Os presos agora aguardam a transferência para o sistema prisional paranaense, onde devem responder pelos crimes de tráfico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.



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