Fechamento de hipermercados em Alagoas é estratégia de mercado e não crise, afirma presidente da ASA
Raimundo Barreto destaca migração para o modelo de atacarejo e expansão de redes locais; mercado de trabalho tem alta demanda por profissionais experientes.
Raimundo Barreto destaca migração para o modelo de atacarejo. Reprodução O fechamento de lojas de grandes redes como Carrefour e G Barbosa em Alagoas faz parte de um movimento estratégico nacional e não deve ser interpretado como um sinal negativo para a economia local. A avaliação foi detalhada hoje pelo presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto.
Segundo Barreto, grandes grupos multinacionais adotam uma política rigorosa de manter apenas unidades que apresentam lucro. No caso do Carrefour, a prioridade tem sido a transição do modelo de supermercado tradicional para o atacarejo, que oferece maior rentabilidade e menor custo operacional. Já o G Barbosa fechou duas unidades no estado seguindo a mesma lógica de viabilidade financeira.
Mercado de Trabalho Aquecido
Apesar do encerramento dessas operações, a expectativa para os trabalhadores é positiva. O presidente da ASA destacou que:
O mercado tem alta capacidade de absorver esses profissionais, especialmente os que já possuem experiência.
Existe, inclusive, uma dificuldade atual em encontrar mão de obra qualificada no setor.
Bons profissionais acabam se recolocando rapidamente em outras lojas.
Expectativas para 2026
O setor iniciou o ano de 2026 com saldo positivo, apesar de uma leve desaceleração observada entre janeiro e abril, comum em anos de movimentação política que costumam gerar expectativa na economia.
Raimundo Barreto enfatizou que o consumo de alimentos é contínuo e que novos formatos, como os mercados de bairro e lojas de vizinhança, estão em franca expansão. Como prova do dinamismo do mercado, ele citou o crescimento do grupo Palato, que inaugurou recentemente uma unidade no Aldebaran, em Maceió, e segue expandindo dentro e fora do estado. "Enquanto algumas portas se fecham, outras se abrem", concluiu o presidente.



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