Atas enviadas ao TRE não confirmam Marina Candia para o Senado e deixam chapa de JHC em aberto
Apesar de apoio anunciado por Flávio Bolsonaro e de acordos com Arthur Lira, documentos da Federação PSDB/Cidadania mantêm primeira-dama como candidata a deputada federal e concedem superpoderes ao ex-prefeito.
Atas enviadas ao TRE não confirmam Marina Candia para o Senado e deixam chapa de JHC em aberto MACEIÓ (AL) — A expectativa em torno da formalização da chapa majoritária liderada pelo ex-prefeito de Maceió, JHC, ganhou novos capítulos de incerteza após o envio das atas das convenções partidárias à Justiça Eleitoral. O documento da Federação PSDB/Cidadania, protocolo encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) na noite de quinta-feira (6), não confirma a indicação de Marina Candia para o Senado e mantém a primeira-dama figurando oficialmente na nominata de candidatos a deputado federal.
A disparidade entre os discursos políticos e os registros cartoriais ocorre mesmo após o senador Flávio Bolsonaro (PL) vir a público declarar apoio formal à composição com Arthur Lira (PP) e Marina Candia disputando as duas vagas ao Senado Federal.
Superpoderes e Insegurança Jurídica
Além de deixar em aberto a indicação da segunda vaga ao Senado e o nome para a vice-governadoria, a ata do PSDB/Cidadania concede poderes irrestritos a JHC para alterar decisões, preencher vagas remanescentes e modificar a composição das chapas até o prazo final de registro de candidaturas, estipulado em 15 de agosto.
Juristas e especialistas em Direito Eleitoral ouvidos pela imprensa classificaram a manobra como "atípica" e alertaram para potenciais questionamentos judiciais por parte de filiados e pré-candidatos que se sintam prejudicados:
"As escolhas são questões internas dos partidos, mas a autorização concedida não pode ser utilizada para desfazer unilateralmente o que foi decidido em convenção, sob risco de ilegalidade", ponderaram analistas jurídicos.
Condicionantes do PP e Impacto na Chapa Proporcional
Em contrapartida, a ata da Federação União Progressista (PP/União Brasil), comandada pelo deputado federal Arthur Lira, estabelece regras rígidas para a consolidação da aliança. O documento oficializa Lira para a primeira vaga ao Senado, reserva a indicação do candidato a vice-governador ao PL, mas impõe uma cláusula pétrea: o grupo de Lira só integrará a coligação majoritária se JHC for o candidato oficial ao Governo de Alagoas.
Outro ponto de tensão envolve a nominata proporcional do PSDB. A eventual migração definitiva de Marina Candia da disputa pela Câmara Federal para o Senado provocou forte reação de pré-candidatos tucanos à Câmara dos Deputados, que alegam risco de desequilíbrio e "implosão" nos cálculos de votação da legenda.
Até o momento, a coordenação da campanha de JHC optou por não se manifestar sobre os desencontros nas atas e a indefinição dos nomes para a majoritária.
O Portal AlagoasNT TV segue acompanhando de perto os bastidores da política alagoana até o encerramento do prazo de registros no TRE/AL.



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