Kremlin descarta reunião entre Putin e Zelensky no G20 e exige encontro em Moscou
Dmitri Peskov rejeitou proposta ucraniana para diálogo em Miami; Zelensky cobrou envio de mísseis Patriot para defender infraestrutura no inverno.
Volodimir Zelensky e Vladimir Putin/ Com Agências MOSCOU / KIEV — O governo russo descartou qualquer possibilidade de uma reunião presencial entre o presidente Vladimir Putin e o mandatário ucraniano ade de uma reunião presencial entre o presidente Vladimir Putin e o mandatário ucraniano Volodimir Zelensky durante a cúpula do G20, prevista para ocorrer em Miami. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou a hipótese como "impossível" e reiterou que a única oferta formal de Moscou exige que qualquer negociação entre os líderes ocorra na capital russa.
A manifestação de Peskov ocorreu horas após Zelensky declarar à emissora alemã DW que estaria disposto a um encontro cara a cara em território norte-americano para buscar resultados concretos sobre os pontos travados das negociações de paz, com foco nos limites territoriais.
Impasse Diplomático e Condições de Moscou
A realização de um cúpula bilateral entre os chefes de Estado esbarra em divergências fundamentais de formato e local:
Posição do Kremlin: O governo russo sustenta que um encontro presencial só deve ser realizado para assinar acordos previamente consolidados pelas equipes negociadoras, e não para iniciar tratativas do zero. O assessor diplomático Yuri Ushakov acrescentou que a participação presencial de Putin no G20 sequer foi confirmada;
Visita de Enviados dos EUA: Zelensky avaliou como positiva a recente ida dos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Kiev, classificando o diálogo como um sinal diplomático relevante, embora sem desfechos práticos imediatos;
Situação no Front: O presidente ucraniano afirmou que o país mantém posição de força nas linhas de combate, alegando que a Rússia tem sofrido elevado custo humano e material para obter avanços territoriais modestos.
Alerta sobre Defesa Aérea e Inverno
Além do cenário político, Zelensky apresentou dados alarmantes sobre a capacidade de retaliação e defesa contra ataques aéreos russos às vésperas do período de frio rigoroso:
Produção de Mísseis: De acordo com o líder ucraniano, a Rússia fabrica cerca de 140 mísseis balísticos por mês, o que exigiria 280 projéteis interceptadores mensais para garantir uma cobertura completa nos padrões da OTAN;
Déficit de Munição: Zelensky admitiu que atingir a meta ideal é inviável e apelou aos Estados Unidos e parceiros europeus pelo envio urgente de 100 a 120 munições por mês para os sistemas antimísseis Patriot, visando proteger a infraestrutura energética das cidades ucranianas durante o inverno.
O Portal AlagoasNT TV e a NTSportTv seguem acompanhando os desdobramentos geopolíticos e os impactos do conflito internacional.



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