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Procurador-geral da Bolívia é preso após acusações dos EUA de esquema de propina e proteção ao narcotráfico

Roger Mariaca foi detido com mais 13 pessoas, incluindo procuradores e servidores. Grupo tentou esconder o equivalente a R$ 1,5 milhão em uma ambulância durante buscas.


Procurador-geral da Bolívia é preso após acusações dos EUA de esquema de propina e proteção ao narcotráfico A prisão ocorreu após o governo dos Estados Unidos revogar vistos de autoridades bolivianas / Reprodução Redes Sociais

Por Portal Alagoas NTTV 

02/10/2026 10h36 · Atualizado há alguns minutos

O governo da Bolívia prendeu o procurador-geral do país, Roger Mariaca, acusado de liderar uma rede de corrupção dentro do sistema de Justiça para proteger criminosos e facilitar o tráfico internacional de drogas. A prisão ocorreu após o governo dos Estados Unidos revogar vistos de autoridades bolivianas e apontar o recebimento de propina pelo chefe do Ministério Público.

Ao todo, a operação policial resultou na prisão de 14 pessoas, entre elas quatro procuradores — incluindo Alberto Zeballos, chefe do departamento de Santa Cruz — e seis funcionários públicos. Durante os mandados de busca em Sucre, La Paz e Santa Cruz, foram apreendidos 3,5 milhões de bolivianos (cerca de R$ 1,5 milhão) e US$ 10 mil (aproximadamente R$ 52 mil).

O ministro do Governo da Bolívia, Marco Antonio Oviedo, afirmou que a estrutura da Procuradoria-Geral havia se transformado em uma organização criminosa voltada a dar suporte ao narcoterrorismo.

Fuga de Dinheiro em Ambulância

Um dos episódios mais marcantes da operação ocorreu na madrugada prévia às prisões, quando agentes flagraram quatro suspeitos retirando maços de dinheiro em espécie da residência de Mariaca, em Santa Cruz. O grupo utilizou uma ambulância para transportar os valores, escondendo cédulas de moeda nacional e dólares nos compartimentos do veículo de resgate.

Com o afastamento e prisão de Roger Mariaca, o procurador superior Luis Montaño Morales assumiu o comando interino do Ministério Público. O Congresso boliviano convocou uma sessão extraordinária para esta sexta-feira (2) para avaliar os desdobramentos da crise institucional. A defesa de Mariaca declarou que pretende colaborar com as investigações e pediu respeito ao devido processo legal.

Pressão e Elogios de Washington

A operação boliviana ocorreu dois dias após a administração do presidente Donald Trump revogar vistos de Mariaca e de outros juízes e políticos da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Washington acusou abertamente Mariaca de receber pagamentos ilícitos para permitir que narcotraficantes evadissem da Justiça.

Após a efetivação das prisões, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiou publicamente o presidente boliviano Rodrigo Paz, destacando o empenho do país no combate ao crime organizado transnacional. O ministro boliviano Marco Antonio Oviedo confirmou que a ação contou com o apoio de inteligência de agências norte-americanas.




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