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São Miguel dos Campos,22/10/2026

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Moradores e pescadores denunciam poluição e água turva no Rio Niquim, na Barra de São Miguel

Vídeo gravado na manhã deste sábado (17) mostra água com forte coloração escura e cheiro desagradável ; comunidade aponta prejuízos à pesca artesanal, ao ecossistema do mangue e cobra fiscalização dos órgãos ambientais e explicações sobre obras na região.

NTTV.COM.BR
Moradores e pescadores denunciam poluição e água turva no Rio Niquim, na Barra de São Miguel Moradores e pescadores denunciam poluição e água turva no Rio Niquim, na Barra de São Miguel

Moradores e pescadores tradicionais da Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas, registraram um apelo público na manhã deste sábado (17) denunciando a degradação ambiental e a intensa poluição nas águas do Rio Niquim. O registro em vídeo foi feito pela moradora Cláudia, residente há mais de quatro décadas no município, nas proximidades da margem do rio.

Nas imagens, a moradora entra nas águas para evidenciar a perda total de transparência do rio, que adquiriu aspecto barrento, coloração escura e densa camada de sedimentos. De acordo com o relato, o local, antes frequentado por banhistas e marcado pela presença de aves como garças, passou a apresentar forte odor e características semelhantes a descarte de efluentes.



Impacto na pesca e na fauna aquática

A situação tem afetado diretamente a rotina dos trabalhadores que sobrevivem da pesca artesanal e da extração de mariscos no manguezal. No local, o pescador nativo Edivaldo relatou que a água vem descendo turva e fétida há dias, impedindo a atividade pesqueira:

"Se a gente tira um galho de mangue para fazer qualquer coisa, vem logo fiscalização e dá problema. Agora, olha a situação da água com essa sujeira toda descendo pelo rio. Já faz dias que a água vem dessa cor. A gente que é pescador não consegue pegar um siri, um peixe ou um caranguejo, porque não se enxerga nada no fundo."

A moradora Cláudia ressaltou ainda os danos para a imagem turística do município e para o equilíbrio ambiental:

"Isso aqui virou lama, parece esgoto. As garças e os pássaros que ficavam aqui sumiram porque não têm o que comer, não enxergam nada na água. Quem é o turista que vai ter coragem de tomar banho numa água fétida e escura dessa? Cadê os órgãos ambientais do município e do Estado para tomarem uma providência?"

Suspeita sobre intervenções e cobrança aos órgãos de controle

Durante o relato, os moradores mencionaram que intervenções em vias públicas e obras de saneamento executadas na região — apontando possíveis reflexos de serviços da concessionária BRK — podem estar ligadas ao carreamento de terra, resíduos e sedimentos para o leito do rio. Além disso, cobraram atuação enérgica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) para identificar a origem exata do descarte e aplicar as penalidades cabíveis.

O espaço editorial do Portal Alagoas NTTV permanece aberto à concessionária BRK Ambiental, à Prefeitura da Barra de São Miguel e aos órgãos de fiscalização ambiental para manifestações e esclarecimentos técnicos sobre as condições do Rio Niquim.




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