Presidente Emmanuel Macron anuncia proibição de protestos "ilegítimos" na França após onda de violência e saques
Medida ocorre após confrontos urbanos que afetaram cerca de 3 mil lojas no último sábado; governo define rotas alternativas para sindicatos e impõe toque de recolher em várias cidades.
A mão não deve tremer no topo do Estado" — afirmou Macron/ Reuters Por Redação / Portal Alagoas NTTV
22/10/2026 14h30 · Atualizado há alguns minutos
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) a proibição, para os próximos dias, de ações de protesto avaliadas como “ilegítimas”. O anúncio foi feito após uma reunião de segurança com representantes dos serviços de informações e ministros no Palácio do Eliseu.
Para as manifestações devidamente organizadas por estruturas sindicais, o governo informou que serão definidos trajetos alternativos, com o objetivo principal de proteger os estabelecimentos comerciais e garantir a ordem pública.
Críticas a grupos de ultraesquerda e forte esquema policial
Em declaração de pouco mais de três minutos, o chefe de Estado francês apontou grupos de extrema-esquerda “sediciosos” como os principais responsáveis pelos desacatos, roubos e furtos registrados no último sábado (17) em diferentes cidades do país. Macron classificou os indivíduos como sendo de “ultraesquerda de extrema periculosidade” e os acusou de tentarem “derrubar a República”.
A menos de 48 horas de uma nova mobilização nacional, o governo busca conter a pressão política gerada pelos confrontos urbanos. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, apelou para que as forças políticas escolham “entre a violência e a República”, cobrando isolamento do partido de extrema-esquerda A França Insubmissa.
Com o balanço apontando danos e roubos em cerca de 3 mil lojas no último fim de semana, o setor comercial demonstra máxima preocupação com os atos previstos para o próximo sábado. Em resposta, as autoridades prometem um dispositivo policial em larga escala, incluindo o uso de veículos blindados e unidades de elite.
"A mão não deve tremer no topo do Estado" — afirmou Macron.
Como medida preventiva, o toque de recolher foi reimposto na noite desta quarta-feira (21) em diferentes cidades francesas, resultando na detenção de pelo menos 174 pessoas até o momento.



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