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Vladimir Putin aceita retomar negociações trilaterais com EUA e Ucrânia a partir de 10 de novembro para discutir fim da guerra

Anúncio foi confirmado pelo Kremlin após reunião em São Petersburgo; em entrevista, o presidente Volodymyr Zelensky sinalizou aceitar o congelamento do conflito nas linhas atuais mediante garantias de segurança.


Vladimir Putin aceita retomar negociações trilaterais com EUA e Ucrânia a partir de 10 de novembro para discutir fim da guerra Anúncio foi confirmado pelo Kremlin após reunião em São Petersburgo/ Divulgação

Por Redação / Portal Alagoas NTTV

22/10/2026 15h15 · Atualizado há alguns minutos

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aceitou retomar as negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Ucrânia a partir do dia 10 de novembro, com o objetivo de discutir um eventual fim da guerra. A informação foi confirmada oficialmente nesta quinta-feira (22) pelo assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, após uma reunião de cerca de três horas em São Petersburgo com o enviado especial americano, Steve Witkoff.

De acordo com Ushakov, o acordo para o reinício do diálogo foi alcançado “em princípio”. As três partes não mantinham contatos diretos nesse formato desde o mês de fevereiro.

Garantias de segurança e pressão diplomática

A proposta russa indica que as conversas com Washington e Kiev fiquem concentradas nas garantias de segurança para ambos os lados após o término do conflito. O principal objetivo apontado pelo Kremlin é a construção de “um sistema de segurança duradouro para Rússia e Ucrânia”.

A sinalização de Putin ocorre no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica a pressão diplomática em busca de um cessar-fogo. No início da reunião em São Petersburgo, o líder russo agradeceu publicamente a Trump e a Witkoff pelos esforços para encerrar o confronto, embora Moscou e Kiev ainda mantenham posições divergentes sobre os termos finais de um acordo de paz.

A visita de Witkoff à Rússia aconteceu um dia após ele se reunir em Oslo, na Noruega, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus. O presidente finlandês, Alexander Stubb, que participou do encontro europeu, afirmou que as conversas “alcançaram avanços genuínos”. Apesar das movimentações diplomáticas, os combates seguem intensos no campo de batalha, com trocas diárias de ataques de longo alcance.

Zelensky sinaliza aceitação ao congelamento do conflito

Em entrevista concedida à emissora americana Fox News, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou que o congelamento das linhas de frente é o “mínimo necessário” para interromper os combates.

"Neste momento, temos que congelar [as posições], e acredito que essa seja a maneira real de terminar esta guerra" — afirmou o líder ucraniano.

Zelensky admitiu a disposição de aceitar um cessar-fogo no desenho atual do mapa, mesmo que isso signifique a permanência provisória da Rússia nos territórios ocupados desde 2022. Atualmente, as forças russas controlam cerca de 25% do território ucraniano, enquanto mais de 75% permanece sob o controle de Kiev. Questionado sobre a aceitação do acordo, Zelensky reforçou que, após uma interrupção das hostilidades, exigirá garantias formais de segurança dos EUA e da Europa: "O mais importante é a paz, e uma paz acompanhada de segurança".




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