Polícia Civil investiga desaparecimento de quatro pessoas na Orla Lagunar de Maceió
Linha apura possível execução e ocultação de cadáveres com ligação ao tráfico de drogas; varredura em meio líquido foi realizada na quarta-feira (28) e aguarda novos dados para ser retomada.
Bombeiros fazem buscas na Lagoa Mundaú/ CBM AL Por Redação / Portal Alagoas NTTV
29/10/2026 08h55 · Atualizado há instantes
O desaparecimento de quatro pessoas na região da Orla Lagunar, em Maceió, mobilizou equipes da Polícia Civil de Alagoas nesta quarta-feira (28). Uma das principais hipóteses levantadas pelas autoridades policiais aponta para a possibilidade de as vítimas terem sido executadas, esquartejadas e com os corpos desovados nas imediações da Lagoa Mundaú.
Apesar das informações preliminares recebidas pelo setor de inteligência, os investigadores ressaltam que a tese ainda requer confirmação pericial e testemunhal. Paralelamente, as forças de segurança apuram se os sumiços possuem conexão direta com a disputa e a atuação de grupos ligados ao tráfico de drogas na área lagunar da capital.
Identificação das pessoas desaparecidas
Os inquéritos instaurados pela Polícia Civil apuram o sumiço de quatro pessoas ocorridos em datas distintas entre agosto e outubro deste ano:
Mychaele Santana Messias da Conceição, de 27 anos (conhecida popularmente como Mica): desaparecida desde 5 de agosto de 2026;
Ronaldo Cortez da Silva Júnior, de 41 anos: desaparecido desde 8 de agosto de 2026;
Eliedson Kawe Nunes de Albuquerque, de 16 anos: desaparecido desde 31 de agosto de 2026;
Marcos Antônio Ramalho Gomes Pessoa, de 26 anos: desaparecido desde 13 de outubro de 2026.
A polícia trabalha no cruzamento de dados, depoimentos e pistas técnicas para determinar a dinâmica de cada desaparecimento e esclarecer se há ligação direta ou autoria comum entre as ocorrências.
Varredura aquática sem localização de corpos
Em apoio às apurações policiais, militares do Corpo de Bombeiros realizaram uma operação de busca em meio aquático nas águas da Lagoa Mundaú durante a manhã de quarta-feira (28). Quatro militares atuaram diretamente na varredura subaquática e de superfície à procura de vestígios ou restos mortais, porém nenhum corpo foi encontrado.
Em razão da ausência de localização imediata, os trabalhos de campo dos mergulhadores foram suspensos temporariamente. A corporação e a Polícia Civil informaram que novas incursões nas águas serão coordenadas assim que surgirem coordenadas ou denúncias que indiquem pontos exatos para novas buscas.



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