Polícia Federal deflagra 9ª fase da Operação Unha e Carne contra lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial no Rio de Janeiro
Quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF foram cumpridos nesta quinta-feira (29); investigação aponta uso de laranjas, holdings, entidades religiosas e paraísos fiscais.
Quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF foram cumpridos nesta quinta-feira (29)/ Divulgação PF Por Redação / Portal Alagoas NTTV
29/10/2026 10h21 · Atualizado há instantes
Equipes da Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne. A ofensiva cumpre quatro mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, visando desarticular um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial atribuído a uma organização criminosa.
De acordo com as investigações conduzidas pela PF, o grupo utilizava imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registrados em nome de "laranjas", familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo central da investigação, com o objetivo de mascarar a verdadeira titularidade dos bens.
Esquema com holdings, paraísos fiscais e entidades religiosas
O inquérito policial apontou que o esquema contava com métodos complexos para blindar o patrimônio ilícito. Entre as práticas identificadas estão:
Movimentações financeiras sem rastreabilidade e uso intensivo de dinheiro em espécie;
Emprego de empresas nacionais e estrangeiras, com ramificações em paraísos fiscais;
Uso de holdings patrimoniais e de entidades religiosas para desvincular formalmente a titularidade de bens de elevado valor econômico.
Os mandados judiciais cumpridos nesta etapa foram expedidos diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Desdobramentos anteriores
A Operação Unha e Carne tem avançado sobre os núcleos de corrupção e ocultação de ativos no estado fluminense. Na oitava fase da operação, a ofensiva policial resultou na prisão de figuras de destaque político e institucional, incluindo um ex-prefeito de um município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
As investigações continuam para esgotar a análise do material apreendido e identificar novos beneficiários do esquema de ocultação de bens.



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