Justiça de Alagoas mantém audiência de instrução nesta quinta-feira (29) sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne
Proprietários de clínica de reabilitação em Marechal Deodoro, Maurício Anchieta e Jéssica da Conceição respondem por tortura, estupro e exercício ilegal da medicina; vítima faleceu em agosto de 2025.
Crime ocorreu em agosto de 2025 no interior de uma clínica clandestina/irregular de reabilitação para dependentes químicos/ Arquivo Pessoal Por Redação / Portal Alagoas NTTV
29/10/2026 10h45 · Atualizado há instantes
O Poder Judiciário de Alagoas manteve para esta quinta-feira (29) a realização da audiência de instrução do processo judicial que investiga e apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos. O crime ocorreu em agosto de 2025 no interior de uma clínica clandestina/irregular de reabilitação para dependentes químicos situada no município de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. Os trabalhos da sessão são conduzidos pela 2ª Vara Cível e Criminal da comarca local.
No banco dos réus estão Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, proprietários do estabelecimento onde a vítima estava internada. O casal encontra-se preso preventivamente e responde criminalmente perante a Justiça por tortura, estupro e exercício ilegal da medicina.
Durante a sessão judicial desta quinta-feira, a justiça colhe os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa, com previsão de oitivas realizadas parcialmente de forma remota para atender às exigências do rito processual.
Relembre o caso e as denúncias
Cláudia Pollyanne faleceu no dia 9 de agosto de 2025 nas dependências da clínica de reabilitação. O caso ganhou repercussão após familiares acionarem a polícia ao constatarem indícios de violência ao dar entrada com o corpo na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Deodoro.
Na época, a equipe médica da UPA atestou que a vítima apresentava múltiplos hematomas pelo corpo, marcas evidentes de agressão física, lesão na região ocular e sinais de que o óbito havia ocorrido pelo menos quatro horas antes de chegar à unidade de saúde. Em sua defesa preliminar na fase policial, o proprietário alegou que a paciente sofrera um surto de abstinência, recebido medicação e sido encontrada sem vida ao amanhecer.
Após o escândalo e a interdição imediata do local pelos órgãos fiscalizadores, novas vítimas encorajaram-se a denunciar o estabelecimento. Uma adolescente de 16 anos, interna do local, foi resgatada pelas autoridades após relatar ter sofrido abusos sexuais cometidos pelo dono da clínica.



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