Jovem brasileira de 20 anos é identificada como copilota de jato que caiu na Flórida em acidente que deixou ao menos nove mortos
Nathalia Gadelha acumulava mais de 1.300 horas de voo e havia tirado a licença aos 17 anos; aeronave despencou no Condado de Palm Beach após piloto relatar acúmulo de gelo.
Nathalia Gadelha, copilota brasileira de 20 anos que morreu na explosão de um jato na Flórida, Estados Unidos / Reprodução Reuters Por Redação / Portal Alagoas NTTV
02/11/2026 16h45 · Atualizado há instantes
A brasileira Nathalia Gadelha, de 20 anos, foi identificada por seus familiares como a copilota do jato executivo que caiu na Flórida (EUA) durante o último fim de semana, em uma tragédia que deixou ao menos nove mortos. A confirmação foi repassada à CNN Brasil pela própria família da jovem.
Embora sejam de origem brasileira, os familiares de Nathalia residem na Flórida, estado norte-americano onde a jovem nasceu. A mãe da copilota, Camila Gadelha Corteleti, lamentou a perda e destacou a dedicação da filha ao trabalho:
“Ela era uma menina muito boa, responsável, esforçada, estava trabalhando. Ela era copilota, não podia tomar nenhuma decisão”, declarou à emissora.
Paixão precoce pela aviação e milhares de horas de voo
De acordo com o padrasto da jovem, Thiago Corteleti, a vocação de Nathalia pela aviação manifestou-se ainda na adolescência: ela obteve a licença para pilotar aos 17 anos de idade, antes mesmo de tirar a carteira convencional de motorista.
Formada pela American Flyers — uma das escolas de aviação mais prestigiosas dos Estados Unidos —, a jovem já acumulava impressionantes mais de 1.300 horas de voo em seu currículo profissional.
A dinâmica da tragédia e relatos de gelo na aeronave
O acidente ocorreu no último domingo (1º), envolvendo um jato modelo Learjet 60 que realizava um voo privado entre Austin (Texas) e as Bahamas. A aeronave despencou repentinamente e chocou-se contra o solo, abrindo uma imensa cratera em uma estrada localizada no Condado de Palm Beach, na Flórida.
Registros de comunicações via rádio obtidos pelo site LiveATC.net indicam que, momentos antes da queda, o piloto relatou turbulência moderada e um acentuado acúmulo de gelo na estrutura da aeronave. Pouco depois, o piloto emitiu um sinal de socorro desesperador:
“Mayday, mayday! [...] Vamos nos chocar contra o chão!”
O governador da Flórida, Ron DeSantis, classificou o episódio como um "acidente aéreo catastrófico", relatando que o impacto "parecia um míssil caindo". Até o momento, as autoridades locais ainda não divulgaram oficialmente a lista completa com a identidade de todas as vítimas, enquanto o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) conduz as investigações para determinar se as condições meteorológicas severas contribuíram para o sinistro.



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