TSE acata ação do Partido Novo contra chapa de Lula e Alckmin por suposto abuso de poder político nas eleições de 2026
Corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva deu prazo de cinco dias para defesa; partido aponta edição de atos normativos e benefícios bilionários durante o período eleitoral.
A denúncia apresentada pela legenda aponta a suposta prática de abuso de poder político durante o pleito eleitoral de 2026/ Divulgação Por Redação / Portal Alagoas NTTV
06/11/2026 09h40 · Atualizado há instantes
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a ação protocolada pelo partido Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) preenche todos os requisitos legais para tramitar na Corte
A denúncia apresentada pela legenda aponta a suposta prática de abuso de poder político durante o pleito eleitoral de 2026
Impacto financeiro e volume recorde de ações
De acordo com o levantamento do partido Novo, as medidas anunciadas geraram um impacto estimado em R$ 73 bilhões, montante que equivaleria à soma de iniciativas de mesma natureza nos três anos anteriores (17 em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025)
Além da investida do Novo, o ministro Cueva também admitiu uma ação movida por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no pleito, que acusa a campanha adversária de uso da estrutura pública de comunicação para beneficiar a candidatura de Lula à reeleição
O cenário reflete o acirramento da disputa jurídica no Tribunal Superior Eleitoral, que lidou com um volume recorde de processos na reta final do segundo turno, ultrapassando a marca de 800 ações — mais que o dobro registrado no mesmo período de 2022 (325) e de 2018 (388)
Próximos passos e posicionamentos
Após o recebimento das defesas no prazo legal, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva avaliará se encerra o processo ou se dá seguimento à fase de instrução, que pode incluir a oitiva de testemunhas e a coleta de novas provas
Enquanto a disputa jurídica segue nos tribunais, o partido Novo adotou uma postura de forte contestação institucional, afirmando publicamente que a máquina pública e o uso de prerrogativas estatais desequilibraram o pleito



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