Câmara de Maceió rejeita contas de Rui Palmeira em sessão marcada por tensão
Decisão sobre o exercício de 2019 obteve 14 votos favoráveis à rejeição; ex-prefeito classifica julgamento como "político" e promete judicializar o resultado para manter planos eleitorais.
Sessão extraordinária votou contas de Rui e Orçamento de 2026 | Foto: Dicom CMM A Câmara Municipal de Maceió rejeitou, em sessão realizada nesta quinta-feira (29), as contas do ex-prefeito e atual vereador Rui Palmeira (PSD) referentes ao ano de 2019. A votação, que durou cerca de cinco horas, foi apertada e evidenciou o clima de polarização política na capital alagoana.
Dos 27 vereadores presentes, 14 votaram pela rejeição, nove foram contrários e houve duas abstenções. O parecer, relatado pelo vereador Neto Andrade (PL), apontou irregularidades como supostas "pedaladas fiscais" e descumprimento de metas na aplicação de recursos da educação e da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Rui Palmeira utilizou a tribuna para se defender, alegando que aplicou mais de 25% do orçamento na educação, conforme documentos do Ministério da Educação. O ex-prefeito subiu o tom das críticas:
Julgamento Político: Classificou a decisão como uma articulação direta do atual prefeito JHC (PL).
Judicialização: Anunciou que entrará na Justiça para anular a votação e reafirmou sua pré-candidatura para as eleições de outubro.
Argumento Técnico: Ressaltou que o Tribunal de Contas e o Ministério Público não haviam questionado suas contas anteriormente.
O presidente da Casa, Chico Filho (PL), defendeu a legalidade do rito, afirmando que o processo seguiu todos os trâmites regimentais durante três meses. Agora, o resultado será enviado ao Ministério Público, o que pode resultar na inelegibilidade de Rui Palmeira por até oito anos.
Apesar do embate, a sessão também aprovou o Orçamento de Maceió para 2026. Um ponto de destaque foi a aprovação de uma emenda que elevou o duodécimo da Câmara para R$ 140 milhões, um aumento de R$ 15 milhões em comparação ao previsto para o ano anterior.



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