Em carta de despedida, secretário de Itumbiara cita traição e diz que filhos "vieram com ele"
Thales Machado afirmou ter chegado ao "limite do improvável" e pediu perdão ao sogro e familiares; Polícia Civil confirma que o filho caçula, Benício, de 8 anos, segue lutando pela vida.
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O segundo filho,permanece vivo, mas em estado gravissímo. Reprodução
O segundo filho,permanece vivo, mas em estado gravissímo. Reprodução Publicidade
Novos detalhes sobre a tragédia que abalou o estado de Goiás revelam o estado psicológico de Thales Machado, secretário de Governo de Itumbiara, antes de atirar contra os filhos e cometer suicídio. Em uma carta de despedida deixada aos familiares, Thales detalhou crises no casamento e afirmou que agiu em um momento de desespero que classificou como o "limite do improvável".
Na carta, o secretário, que era genro do prefeito Dione Araújo, relatou uma suposta traição da esposa e expressou profundo respeito pelo sogro. Ele justificou o ato contra os filhos afirmando que "agora são anjos que, infelizmente, vieram comigo", alegando que não conseguiria conviver com as lembranças da crise familiar.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) emitiu uma retificação sobre o estado das crianças atingidas:
Miguel Araújo Machado (12 anos): Teve o óbito confirmado ainda na noite de quarta-feira (11);
Benício Araújo Machado (8 anos): Ao contrário do que foi informado inicialmente, a criança está viva, porém permanece internada em estado gravíssimo sob cuidados intensivos.
Thales, que mantinha uma imagem de pai dedicado e publicou um vídeo declarando amor aos filhos horas antes do crime, é o único investigado pelo caso. A PCGO trata o episódio como homicídio consumado (em relação a Miguel), homicídio tentado (em relação a Benício) e autoextermínio.
"Nunca pensei nisso, foi hoje. Todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças", escreveu Thales em um trecho do documento que agora faz parte do inquérito policial.
A perícia no condomínio onde a família residia busca agora entender a dinâmica exata dos disparos. Até o momento, não há indícios da participação de terceiras pessoas no crime.
Leia a carta:

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