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São Miguel dos Campos,05/03/2026

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Caso Arthur: Polícia Civil investiga se falha em segurança de estação de água facilitou morte de criança

Menino de 6 anos, autista não verbal, foi encontrado em açude no Benedito Bentes; delegado Sidney Tenório descarta negligência familiar e foca em responsabilidade de terceiros.

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Caso Arthur: Polícia Civil investiga se falha em segurança de estação de água facilitou morte de criança Polícia investiga morte de menino autista encontrado em estação de tratamento. — Foto: Divulgação/Redes sociais
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da trágica morte de Arthur Oliveira Fochi, de apenas 6 anos. O menino, que era autista não verbal, foi encontrado sem vida nesta quarta-feira (4) dentro de um açude em uma estação de tratamento de água no Conjunto Parque dos Caetés, no bairro Benedito Bentes, parte alta de Maceió.

Embora a principal linha de investigação seja o afogamento, o delegado Sidney Tenório destacou que o foco agora é entender se houve omissão por parte dos responsáveis pela manutenção e segurança da estação de tratamento.

De acordo com os primeiros depoimentos colhidos com a família, o desaparecimento ocorreu de forma repentina na noite de terça-feira (3).

O Momento: A mãe chegava para deixar Arthur com a avó. No curto intervalo entre sair do carro e abrir o portão, a criança correu em direção à área da estação de tratamento.

Buscas: Familiares iniciaram as buscas imediatamente, mas, devido à escuridão e à extensão da área, o corpo só foi localizado no dia seguinte.

"Os parentes contaram que a mãe era muito cuidadosa. Pelo menos nesse primeiro momento, acreditamos que foi uma fatalidade no âmbito familiar", afirmou o delegado, descartando indícios de maus-tratos ou abandono por parte dos responsáveis.

A investigação agora se aprofunda na infraestrutura do local do acidente. A perícia técnica foi acionada para verificar se a estação de tratamento possuía cercas, sinalização ou barreiras físicas adequadas para impedir o acesso de pessoas e animais.

“É uma área que deve ser bem guardada, porque há risco de um animal ou uma criança cair. Se ficar provado que houve negligência dos responsáveis pelo espaço, eles podem ser responsabilizados nas esferas criminal e cível”, pontuou Sidney Tenório.

A Polícia Civil aguarda os laudos oficiais do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar a causa da morte e concluir se houve crime de homicídio culposo por negligência estrutural.

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