Laudo de Marileide aponta perfurações por faca e desmente versão de "enforcamento" do assassino
Família questiona confissão do criminoso e aponta possíveis omissões: "Ele está mentindo; cadê o sangue na casa?", desabafa irmã da vítima.
Laudo de Marileide aponta perfurações por faca e desmente versão de O que parecia um caso encerrado com a confissão do suspeito de matar a cabeleireira Marileide Lopes, acaba de ganhar contornos de mistério e indignação. O Portal NTTV teve acesso exclusivo a documentos e relatos da família que colocam em xeque a versão oficial dada pelo assassino à Polícia Civil.
Enquanto o criminoso afirmou em depoimento que teria asfixiado Marileide com uma corda (ou rede) antes de levar o corpo ao canavial na zona rural de São Miguel para incendiar, a Guia para Sepultamento e o relato do legista à família contam uma história muito mais cruel e diferente.

O que o laudo revela
Diferente da tese de asfixia, o documento oficial aponta como causa da morte Hemorragia Interna Aguda provocada por Instrumento Pérfuro-cortante (arma branca). Mais do que isso: o legista confirmou à família que Marileide apresentava diversas perfurações no pescoço, nos braços e nos punhos — o que indica que a vítima lutou desesperadamente pela vida, apresentando nítidas marcas de defesa.
A Voz da Família: "Tem coisa errada aí"
Em áudio enviado à nossa reportagem, a irmã de Marileide faz questionamentos contundentes que a polícia não pode ignorar:
"Ele disse que matou asfixiada, mas o laudo diz que não tem asfixia nenhuma. Ela tem perfurações pelo corpo. Se foi faca, cadê o sangue na casa? A gente revirou tudo e não tinha um pingo de sangue. Onde ela foi morta de verdade? Ele está mentindo, é um safado mentiroso. Ninguém sabe se tem outras pessoas na história."
ANÁLISE CRÍTICA: O que o assassino está escondendo?
Por que o criminoso confessaria um enforcamento se, na verdade, utilizou uma faca? A mentira no depoimento pode ter dois objetivos:
- Ocultar a participação de terceiros: Se houve uma luta corporal com arma branca, o cenário do crime teria que ter vestígios de sangue, o que a família afirma não ter encontrado na residência.
- Diminuir a crueldade do ato: Tentar passar uma imagem de crime "passional" ou de impulso, escondendo o sadismo das múltiplas perfurações.
A sociedade de São Miguel dos Campos exige que a Polícia Civil aprofunde a perícia. Se o laudo diz uma coisa e o assassino diz outra, a verdade ainda não apareceu por completo.




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