Peixe sobre a mesa indica saída rápida de mototaxista desaparecido em Flexeiras
João Leodoro dos Santos, que também é agente de saúde, foi visto pela última vez no sábado (7); cenário na residência sugere que ele pretendia retornar logo, reforçando tese de crime ou imprevisto.
João Leodoro dos Santos. Reprodução Um detalhe intrigante encontrado dentro da casa de João Leodoro dos Santos, desaparecido desde o último sábado (7) na zona rural de Flexeiras, acendeu o alerta da Polícia Civil de Alagoas. Durante a inspeção no imóvel, os agentes encontraram um peixe sobre a mesa, sinalizando que o homem planejava uma saída curta e pretendia retornar rapidamente para preparar a refeição.
João Leodoro, que é muito conhecido na região por atuar como mototaxista e agente de saúde, foi visto pela última vez por sua irmã no sábado. A ausência só foi notada na segunda-feira, quando uma vizinha estranhou o silêncio na residência. Ao arrombarem a porta, familiares encontraram a casa vazia, mas com sinais de rotina interrompida.
O coordenador da Coordenação de Pessoas Desaparecidas de Alagoas, delegado Ronilson Medeiros, afirmou que o cenário doméstico é um forte indicativo de que algo inesperado aconteceu.
“O cenário encontrado na residência sugere que ele saiu e poderia retornar em pouco tempo. Como isso não aconteceu, existe a possibilidade de que alguma situação de crime esteja relacionada ao desaparecimento”, explicou o delegado.
As investigações estão sob o comando do delegado Rubem Serqueira. Amigos e colegas de trabalho de João iniciaram buscas por conta própria em matagais e estradas vicinais da zona rural, mas até o momento, nenhuma pista do paradeiro do agente de saúde foi encontrada.
A Polícia Civil aproveitou o caso para desmistificar uma crença comum que prejudica as buscas. Segundo Ronilson Medeiros, não é necessário esperar 24 ou 48 horas para registrar um desaparecimento.
Lenda Urbana: A orientação é registrar o Boletim de Ocorrência (BO) imediatamente ao notar que a pessoa não retornou no horário habitual.
Eficiência: Em Alagoas, o índice de localização de desaparecidos chega a 80%, um dos maiores do país, graças à rapidez na notificação.



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