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São Miguel dos Campos,03/04/2026

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“Para minha filha, o caixão; para ele, salário integral”, desabafa pai de soldado morta por tenente-coronel

Geraldo Leite Rosa Neto, preso pelo feminicídio da esposa, teve aposentadoria publicada nesta quinta (2); oficial receberá proventos baseados em salário bruto de R$ 28 mil.

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“Para minha filha, o caixão; para ele, salário integral”, desabafa pai de soldado morta por tenente-coronel Material cedido ao Metrópoles
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A publicação da aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no Diário Oficial de São Paulo desta quinta-feira (2), aprofundou a dor e a indignação da família da soldado Gisele Alves Santana. O oficial, que está preso acusado de assassinar a própria esposa com um tiro na cabeça, passará a receber vencimentos integrais da Polícia Militar, enquanto aguarda o julgamento por feminicídio.

Em um desabafo emocionante, o pai de Gisele, José Simonal Telles, criticou a rapidez da burocracia estatal em favorecer o acusado. "Para aposentar ele foi rápido, para a minha filha sobrou o caixão e o luto. Você acha justo a população pagar um salário para um monstro desse?", questionou.

Dados do Portal da Transparência revelam um abismo financeiro entre o agressor e a vítima, ambos membros da mesma corporação:

Geraldo Leite Rosa Neto: Recebeu, em fevereiro de 2026, um salário bruto de R$ 28.946,81, além de abonos que elevam o montante.

Gisele Alves Santana: Tinha um vencimento mensal de R$ 7.222,33.

Mesmo na reserva, o tenente-coronel manterá um padrão remuneratório cerca de quatro vezes superior ao que a vítima recebia em vida, o que, para a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, reforça um sentimento de impunidade e impotência.

A oficialização da aposentadoria ocorre na mesma semana em que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, determinou a abertura de um conselho para avaliar a demissão do oficial. Caso o conselho decida pela exclusão da corporação "a bem da disciplina", ele pode perder a patente e, consequentemente, os proventos, mas esse processo costuma ser longo e cabe diversos recursos.

O Crime

Gisele foi morta em fevereiro deste ano. O tenente-coronel tentou inicialmente forjar uma cena de suicídio, mas as investigações da Polícia Civil e os laudos periciais confirmaram que se tratava de um feminicídio seguido de fraude processual. Ele segue preso no Presídio Militar Romão Gomes.

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