Tribunal do Júri julga nesta quinta (9) acusada de mandar matar irmã
Crime ocorreu em 2012 na Gruta de Lourdes; novo julgamento foi marcado após o MPAL anular absolvição anterior que considerou "contrária às provas dos autos".
Após 14 anos, acusada de mandar matar irmã vai a júri em Maceió. MPAL O Tribunal do Júri de Maceió se reúne nesta quinta-feira (9) para um dos julgamentos mais aguardados da década na capital. Sentará no banco dos réus, na 7ª Vara Criminal, a mulher apontada como a autora intelectual do assassinato de Quitéria Maria Lins Pinheiro, morta a tiros dentro de sua própria residência em agosto de 2012.
A nova sessão do júri foi determinada após uma vitória do Ministério Público de Alagoas (MPAL) no Tribunal de Justiça. Em um julgamento anterior, os jurados chegaram a reconhecer a ré como mandante, mas optaram pela "absolvição por clemência". O promotor Antônio Vilas Boas recorreu, argumentando que a decisão foi arbitrária e não teve respaldo nas provas técnicas apresentadas.
O Crime e a Trama Familiar
Quitéria Maria tinha 54 anos quando foi executada com cinco disparos de arma de fogo — quatro nas costas e um na nuca — no bairro da Gruta de Lourdes. O crime chocou a sociedade alagoana não apenas pela brutalidade, mas pelo vínculo entre os envolvidos.
As investigações da Polícia Civil revelaram uma trama sórdida:
Execução Contratada: O sobrinho da vítima, Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, teria contratado Mustafá Rodrigues do Nascimento por apenas R$ 1.500 para realizar o serviço.
Motivação Torpe: A causa do assassinato seria uma dívida de apenas R$ 5 mil envolvendo a mãe do mandante e a vítima.
Condenações: Klinger e Mustafá já foram julgados e condenados a penas superiores a 20 anos de prisão.
O Embate no Júri
Agora, o foco volta-se para a suposta autora intelectual. O MPAL sustenta que o plano foi meticulosamente estruturado e que há evidências consistentes da participação da ré no planejamento do homicídio. A defesa, por sua vez, deve tentar sustentar a tese de inocência ou buscar novamente a sensibilidade dos jurados.
O julgamento deve se estender por todo o dia, com a oitiva de testemunhas e o debate entre acusação e defesa antes do veredito final do Conselho de Sentença.



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