Da lama ao asfalto: Ladeira do Coité se transforma na “Avenida do Futuro” em São Miguel dos Campos
Reportagem de Emerson Tiago revela os detalhes da obra que vai revolucionar o fluxo de veículos e o escoamento da safra na região; Projeto inclui viaduto e paredão de contenção.
Direto da ladeira do Coité. Emerson Tiago Quem passou pela Ladeira do Coité nos últimos dias tomou um susto positivo. O cenário, que por décadas foi sinônimo de abandono, lama no inverno e poeira sufocante no verão, deu lugar a um canteiro de obras que impressiona pela magnitude. O repórter Emerson Tiago esteve no local nesta sexta-feira para conferir de perto o que ele mesmo batizou de "um novo marco para São Miguel".
A transformação visual é nítida. Onde antes havia barrancos instáveis, agora surgem paredões de contenção imensos, que garantem a segurança da pista e evitam os desmoronamentos que tanto atormentaram a BR-101 e forçaram desvios por dentro de bairros como o Buriti e Jaci Clemente no passado.
Em conversa com Jó, secretário de articulação política, Emerson destacou que a pista agora é larga, sinalizada e dotada de um sistema de drenagem de alta eficiência. "É um projeto que saiu do papel graças ao planejamento do prefeito George Clemente e parcerias com o governador Paulo Dantas e o senador Fernando Farias", afirmou Jó.
A obra não se resume a asfalto novo. O projeto de engenharia prevê intervenções complexas para organizar o trânsito:
Viaduto Estratégico: Será construído um viaduto na região do antigo Curtume, permitindo que os veículos que descem a ladeira passem por cima, evitando gargalos.
A Grande Rotatória: Na base da ladeira, haverá um grande entroncamento que facilitará o acesso ao Centro, à Cidade Alta e ao conhecido "Caldo de Cana do Beto", onde está o monumento do Índio e o letreiro da cidade.
Conexão Total: A avenida vai interligar os bairros Hélio Jatobá 1, 2 e 3 com a via que leva ao município de Roteiro e à Usina Caeté, criando um novo eixo de desenvolvimento.
Além da estética que "nem parece São Miguel", como ressaltou Emerson Tiago em sua live, a obra tem um impacto direto no bolso do cidadão. A logística da safra de cana-de-açúcar será feita com mais agilidade, gerando emprego e renda. Para o estudante e o trabalhador que precisam se deslocar diariamente da área rural ou dos Hélios para o centro, o tempo de viagem será reduzido drasticamente.
"Na época do inverno, ninguém subia ou descia. Hoje, as pessoas já estão usufruindo antes mesmo da conclusão", celebrou Jó.
A meta da prefeitura é avançar o máximo possível durante o período de estiagem para entregar a obra completa com uma grande festa até o final deste ano.



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