Vidro e baratas: Estudantes da Ufal denunciam “achados” estranhos em refeições do Restaurante Universitário
Dossiê preparado por alunos reúne fotos de insetos, fios de cobre e até cacos de vidro nas refeições; Universidade diz que apura o caso após denúncias em redes sociais.
Relatos apontam presença de objetos estranhos. Cortesia O Restaurante Universitário (RU) do campus A.C. Simões, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), está no centro de uma polêmica grave após uma série de denúncias de estudantes sobre a falta de higiene e segurança alimentar nas refeições servidas. Relatos que circulam intensamente nas redes sociais desde esta segunda-feira (13) apontam a presença de corpos estranhos como pedaços de vidro, patas de barata, moscas, abelhas e até fios de cobre na comida.
O caso mais preocupante envolve um aluno que relatou ter sentido um "gosto estranho" ao mastigar o feijão e, ao retirar o alimento da boca, encontrou um fragmento de vidro. Outra estudante afirmou ter encontrado patas de barata em sua marmita e, ao reclamar com um funcionário, teria sido orientada apenas a descartar o alimento no lixo, sem que uma nova refeição fosse oferecida imediatamente.

Cansados da situação, os alunos elaboraram um dossiê com fotos e relatos que detalham a recorrência dos problemas. Muitos estudantes que vêm de cidades do interior de Alagoas dependem do RU para o almoço e o jantar, pois não possuem condições financeiras de buscar alternativas fora do campus.

Em nota oficial (leia na íntegra no portal), a gestão da Ufal afirmou que tomou conhecimento das denúncias pela mídia e redes sociais, alegando que os fatos não haviam sido comunicados formalmente à gerência do RU. A instituição garantiu que determinou a apuração imediata e que medidas administrativas serão tomadas caso as irregularidades sejam confirmadas.
A universidade reforçou que o restaurante possui equipe técnica de nutricionistas e segue protocolos de segurança, mas pediu que os alunos utilizem os canais oficiais, como a Ouvidoria e a plataforma Fala.BR, para registrar as queixas, garantindo sigilo e prioridade no tratamento dos casos.



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