Polícia Civil investiga denúncia de abuso sexual contra criança autista de 6 anos em clínica na Gruta
Delegada Talita Aquino solicitou depoimento especial da vítima e aguarda laudo do IML; mãe relatou comportamento estranho da filha após sessão de terapia na última segunda (23).
Delegacia dos Crimes Contra a Criança e Adolescentes de Maceió investiga a denúncia - Polícia Civil A Delegacia de Combate aos Crimes Contra Crianças e Adolescentes (DCCCA) abriu um inquérito para apurar uma denúncia gravíssima de abuso sexual ocorrido dentro de uma clínica especializada no atendimento a autistas, no bairro Gruta de Lourdes. O caso, que veio à tona nesta quinta-feira (26), envolve uma menina de apenas 6 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) grau 2.
A investigação teve início após a mãe da criança registrar um Boletim de Ocorrência na última segunda-feira (23). Segundo o relato materno, a filha apresentou um comportamento atípico e pedidos excessivos de "beijos na boca" logo após sair de uma sessão de terapia.
Passos da Investigação:
Depoimento Especial: A delegada Talita Aquino informou que já representou ao Poder Judiciário para que a criança seja ouvida por meio de depoimento especial. Este protocolo é obrigatório por lei para garantir que a fala da vítima seja colhida por especialistas, sem revitimização.
Perícia Técnica: A menina foi submetida ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A polícia solicitou agilidade na confecção do laudo para confirmar ou descartar vestígios de violência.
Provas na Clínica: A Polícia Civil já solicitou à clínica toda a documentação dos atendimentos, além das imagens das câmeras de segurança das dependências do estabelecimento. Representantes da unidade serão ouvidos nos próximos dias.
Sobre um vídeo gravado pela mãe, onde a criança relata o ocorrido, a delegada esclareceu que o material, por enquanto, não serve como prova técnica. "Para que crianças sejam ouvidas, é preciso adotar um protocolo regulamentado por lei. Existe toda uma técnica diferenciada para colher esse depoimento", explicou a autoridade policial.

Orientações aos Pais
A delegada aproveitou o caso para orientar pais e responsáveis sobre como identificar sinais de abuso, especialmente em crianças com TEA. "Um dos principais sinais é observar mudanças bruscas de comportamento. É preciso orientar a criança, dentro de sua capacidade de compreensão, que ninguém deve tocar em suas partes íntimas e que não devem existir segredos entre ela e os adultos", pontuou Aquino.



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