"Estamos fechados com o Barroca": Elenco do CRB assume responsabilidade e pede união da torcida
Em gesto atípico, jogadores pedem para falar com a imprensa após 11 jogos sem vencer; capitão Fábio Alemão e goleiro Matheus Albino defendem permanência do técnico.
Após reunião interna, elenco assume responsabilidade pela sequência sem vitórias e reforça apoio ao treinador. Reprodução O clima no CT Ninho do Galo ferveu nesta terça-feira (28). Após uma reunião de emergência entre diretoria, comissão técnica e atletas, o elenco regatiano tomou uma decisão incomum: solicitou um espaço com a imprensa para se posicionar publicamente sobre a crise que assola o clube. Com 11 jogos de jejum (oito derrotas e três empates), os jogadores saíram em defesa direta do técnico Eduardo Barroca.
O capitão Fábio Alemão foi o porta-voz do grupo. Em um tom de desabafo, o zagueiro reconheceu que o momento é de dor para o torcedor, mas garantiu que o elenco confia plenamente no trabalho da atual comissão técnica. "O Barroca é um cara sensacional, que todo o elenco apoia. A gente entende a torcida e os protestos, mas é um momento que a gente pede união", afirmou Alemão.
O goleiro Matheus Albino também abriu o jogo sobre como a má fase tem afetado o dia a dia dos profissionais. "Está sendo difícil, a gente chega em casa tentando buscar respostas, conversar com a família nesses momentos complicados", revelou o arqueiro, destacando que cada partida agora, independentemente da competição, precisa ser tratada como uma final de campeonato.
A manifestação ocorre logo após o desligamento do diretor de futebol Ari Barros, sinalizando que os atletas não querem que o técnico seja o próximo a sair. A "reposta" precisa vir dentro de campo já nesta quarta-feira (29), quando o CRB enfrenta o Sousa-PB, no Rei Pelé, pela Copa do Nordeste.
Para o Galo, vencer o Sousa não é apenas uma questão de tabela, mas a única forma de acalmar os ânimos de uma torcida que já perdeu a paciência com o jejum que ultrapassa 30 dias.



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