Anvisa autoriza Butantan a fabricar vacina contra Chikungunya no Brasil
Imunizante XCHIQ poderá ser incorporado ao SUS; estudos apontam eficácia de quase 100% na produção de anticorpos após uma única dose.
SES alerta para o aumento do número de doenças causadas pelo aedes aegypt . Paulo Whitaker/Reuters A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde, nesta segunda-feira (4), para que o Instituto Butantan inicie a fabricação em solo brasileiro da vacina contra a chikungunya. O imunizante, denominado XCHIQ, foi desenvolvido em parceria com a farmacêutica Valneva e é o primeiro no mundo registrado para o combate à doença.
Embora a vacina já tivesse aprovação para uso no Brasil desde abril de 2025, a fabricação era restrita a unidades no exterior. Com a nova autorização, o Butantan passa a ser o local oficial de produção, o que deve baratear custos e facilitar a distribuição em massa pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Estudos clínicos realizados com adolescentes brasileiros e publicados na revista The Lancet revelaram números impressionantes:
98,8% dos voluntários que nunca tiveram contato com o vírus desenvolveram anticorpos neutralizantes.
Para quem já teve a doença, a taxa de anticorpos chegou a 100%.
A proteção se manteve em 99,1% dos jovens mesmo após seis meses da aplicação de uma dose única.
A vacina é indicada para adultos entre 18 e 59 anos que vivem em áreas de risco. O uso é proibido para gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Diferente da dengue, a chikungunya é marcada por dores intensas nas articulações que podem se tornar crônicas, durando anos e incapacitando o paciente para o trabalho. Em 2025, o Brasil registrou mais de 127 mil casos e 125 mortes pela doença.



COMENTÁRIOS