Operação 'Rota Paralela' da PF investiga desvio de recursos federais e fraude em licitações na Prefeitura de Capela
Justiça Federal bloqueia R$ 4,67 milhões em bens e determina afastamento de servidores; mandados de busca e apreensão são cumpridos em Capela, Maceió, Rio Largo e Atalaia.
Equipes da Polícia Federal e da CGU cumprem 12 mandados de busca e apreensão/ Ascom PF Por Portal AlagoasNT TV — Maceió (AL)
15/09/2026 10h35 Atualizado há 1 minuto
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União em Alagoas (CGU/AL), deflagrou na manhã desta terça-feira (15 de Setembro) a Operação Rota Paralela. A investigação apura um suposto esquema de desvio de verbas federais, superfaturamento e fraudes em contratos de locação de veículos e máquinas pesadas firmados pela Prefeitura Municipal de Capela, situada na Zona da Mata de Alagoas.
Para resguardar os cofres públicos e assegurar o ressarcimento de eventuais prejuízos patrimoniais, a Justiça Federal determinou o bloqueio cautelar de R$ 4,67 milhões em bens dos envolvidos, além da ordem de afastamento imediato das funções de servidores públicos investigados.
Execução de Mandados e Dinâmica das Fraudes
Ao todo, as equipes da Polícia Federal e da CGU cumprem 12 mandados de busca e apreensão expedidos para endereços localizados nos municípios de Capela, Maceió, Rio Largo e Atalaia.
De acordo com o inquérito policial, as irregularidades teriam ocorrido entre os anos de 2018 e 2024. As apurações apontam que processos licitatórios voltados ao aluguel de automóveis e maquinários pesados foram direcionados de forma sucessiva para beneficiar uma determinada empresa privada. Os investigadores identificaram vícios formais nos certames, falhas graves na fiscalização contratual, sobrepreço nos valores cobrados e indícios de que parte expressiva dos serviços pagos com verbas da União não foi efetivamente prestada.
Crimes Apurados e Restrições Oficiais
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos agentes públicos afastados, o quantitativo exato de servidores alvos da medida nem a razão social da empresa fornecedora contratada. O montante global estimado do prejuízo financeiro causado ao erário segue em fase de liquidação técnica pela CGU.
Os alvos da operação poderão responder judicialmente pelos crimes de:
Fraude em licitações e contratos administrativos;
Restrição da livre concorrência;
Peculato-desvio;
Lavagem de dinheiro ou ocultação de bens;
Associação criminosa.
O Portal AlagoasNT TV e a rede NT Sport TV acompanham o desdobramento da Operação Rota Paralela e as atualizações da Justiça Federal em Alagoas.



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