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Flávio Bolsonaro lidera corrida por apoios com maioria no Congresso; Lula aposta em alianças regionais

Com vitória da direita na Câmara e no Senado, candidato do PL soma apoios de ex-presidenciáveis e legendas do Centrão; presidente busca atrair governadores e parlamentares de centro.


Flávio Bolsonaro lidera corrida por apoios com maioria no Congresso; Lula aposta em alianças regionais No cenário atual das articulações pós-primeiro turno, Flávio Bolsonaro ostenta vantagem no volume de partidos e governadores alinhados/ Ilustração

Por Redação — Brasília

07/10/2026 11h56

Com a definição do segundo turno da disputa pela Presidência da República entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as atenções se voltam para a conquista de alianças, apoios partidários e palanques estaduais. No cenário atual das articulações pós-primeiro turno, Flávio Bolsonaro ostenta vantagem no volume de partidos e governadores alinhados, impulsionado pela expressiva votação da oposição no Congresso Nacional.

O mapa dos candidatos derrotados

Entre os postulantes que ficaram pelo caminho na primeira etapa do pleito, o movimento de adesão pendeu para a candidatura do PL:

  • Apoios a Flávio Bolsonaro: Os governadores e ex-presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) anunciaram adesão imediata e formal à campanha de Flávio.

  • Postura de neutralidade: Augusto Cury (Avante) adotou um tom crítico em relação ao PT, mas declarou que deixaria seus eleitores livres, sem indicar voto formal em Flávio Bolsonaro. Renan Santos (Missão) também optou pela neutralidade, liberando seus apoiadores para escolher qualquer lado ou votar em branco/nulo.

  • Apoios a Lula: Até o momento, nenhum dos candidatos que disputaram o primeiro turno declarou apoio oficial à reeleição do atual presidente.

Maioria no Congresso amplia vantagem da direita

A nova composição das duas casas legislativas eleita para a próxima legislatura tornou-se um dos principais trunfos da oposição. A eleição de 2026 consolidou uma ampla maioria de deputados federais e senadores alinhados à direita e centro-direita.

Siglas como PL, União Brasil, Progressistas (PP), Republicanos e Novo obtiveram grandes bancadas. No plano formal, Flávio Bolsonaro já garantiu o respaldo da federação União Brasil-PP, do Novo e a adesão declarada do ex-presidente Michel Temer.

Por outro lado, Lula conta com o apoio orgânico do bloco de esquerda (PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e Rede). Com MDB e PSD adotando postura de liberação, a estratégia do Palácio do Planalto tem focado em negociações individuais com governadores e parlamentares regionais dessas siglas para ampliar seu palanque.

As disputas regionais: o cenário em Alagoas

A dinâmica nos estados reflete a movimentação das lideranças locais para o segundo turno. Enquanto governadores eleitos como Tarcísio de Freitas (SP) e Sergio Moro (PR) atuam diretamente na campanha de Flávio Bolsonaro, o quadro em Alagoas exemplifica a movimentação dos grupos políticos regionais:

  • Apoio de Arthur Lira: Senador eleito e influente liderança política no estado e em Brasília, Arthur Lira (PP-AL) confirmou, juntamente com a direção do Progressistas, apoio integral à candidatura de Flávio Bolsonaro nesta etapa final.

  • Cautela de JHC: Já o governador eleito JHC, que migrou para o PSDB, adotou uma postura de expectativa. Embora seja uma figura central do campo conservador em Alagoas, JHC declarou publicamente que irá se reunir com a executiva do PSDB e com suas lideranças aliadas antes de oficializar sua decisão.





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