Professor da Ufal critica cartazes políticos no campus e questiona legalidade de ataques a candidatos
Gérson Alves gravou vídeo mostrando panfletos contra Bolsonaro e Flávio Bolsonaro espalhados pela universidade; docente defende neutralidade no ambiente acadêmico.
Durante a gravação, o professor exibiu cartazes com frases como "Bolsonaro mata" e materiais com críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL)/ Reprodução Video Por Portal Alagoas NTTV
09/10/2026 12h03 · Atualizado há alguns minutos
O professor Gérson Alves, que leciona as disciplinas de Análise do Comportamento e Bases Biológicas do Comportamento na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (8) para criticar abertamente a presença de diversos cartazes com conteúdo político espalhados pelas dependências do campus universitário, em Maceió.
Em vídeo publicado na internet, o docente percorreu áreas de convivência e blocos acadêmicos, questionando a legalidade dos materiais afixados. Segundo sua avaliação, as mensagens ultrapassam a simples manifestação ideológica ou o debate de ideias e configuram ataques diretos e difamatórios contra candidatos e lideranças políticas na disputa do segundo turno.
Durante a gravação, o professor exibiu cartazes com frases como "Bolsonaro mata" e materiais com críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Alves também apontou panfletos que, segundo ele, associam indevidamente integrantes do grupo político a símbolos nazistas, crimes de pedofilia e a mortes ocorridas durante a ditadura militar.

"O senador Flávio Bolsonaro nem havia nascido no período da ditadura militar para ser associado àqueles fatos. A universidade não pode ser utilizada para fazer campanha ostensiva contra ou a favor de candidatos específicos", sustentou o professor.
Neutralidade e Relatos de Hostilidade
Para Gérson Alves, a exposição continuada desses materiais no ambiente acadêmico interfere na neutralidade do espaço universitário e pode condicionar a percepção dos estudantes. O docente afirmou ainda que alunos que discordam do teor dos cartazes ou tentam manifestar visões opostas enfrentam episódios de hostilidade e patrulhamento ideológico por parte de outros grupos no campus.
Ele relatou ter identificado a distribuição e afixação dos materiais em múltiplos pontos da instituição, incluindo áreas onde funcionavam espaços de convivência e cantinas.
O que Diz a Legislação Eleitoral
A legislação eleitoral brasileira proíbe expressamente a veiculação de propaganda eleitoral de qualquer natureza em bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público — categoria na qual se enquadram os prédios das universidades federais.
No entanto, a caracterização jurídica de cada material como propaganda irregular ou abuso de liberdade de expressão depende de análise específica da Justiça Eleitoral sobre o conteúdo, o período e a forma como a mensagem foi exposta no patrimônio público.
Para consultar as regras completas sobre condutas vedadas e propaganda em bens públicos durante o pleito de 2026, acesse o portal do



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