Alagoas entra em nível de alerta e risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave com avanço em crianças e jovens, alerta Fiocruz
Boletim InfoGripe aponta crescimento contínuo nas últimas seis semanas impulsionado pela circulação do metapneumovírus; especialistas reforçam importância da vacinação.
Na análise de mortalidade e incidência das últimas oito semanas, o InfoGripe reforça o padrão histórico da enfermidade/ Divulgação Por Portal Alagoas NTTV
13/10/2026 09h12 · Atualizado há alguns minutos
O estado de Alagoas está entre as unidades federativas do país que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis classificados como de alerta, risco ou alto risco. O cenário epidemiológico foi revelado pelo mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontando uma curva consistente de crescimento nas internações ao longo das últimas seis semanas.
De acordo com o levantamento dos pesquisadores, o avanço da síndrome respiratória em território alagoano atinge com maior intensidade a faixa etária de crianças e adolescentes, tendo como principal agente etiológico em circulação o metapneumovírus.
Panorama Nacional e Perfil dos Casos
Em âmbito nacional, o estudo da Fiocruz indica tendência de aumento geral nos diagnósticos de SRAG associados a infecções por rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 — embora as internações hospitalares por complicações diretas da Covid-19 sigam em níveis historicamente baixos no país.
Houve ainda a detecção de um sinal de retomada no contágio entre jovens de 2 a 14 anos. Por outro lado, as ocorrências vinculadas ao vírus sincicial respiratório (VSR) e à influenza B apresentaram queda, enquanto a influenza A manteve estabilidade com taxas reduzidas.
Na análise de mortalidade e incidência das últimas oito semanas, o InfoGripe reforça o padrão histórico da enfermidade:
Incidência de internação: Mais expressiva em bebês e crianças de até 2 anos de idade;
Mortalidade: Predominante em idosos com 65 anos ou mais.
Alerta para Vacinação
Diante dos indicadores, a Fiocruz reforçou a necessidade de manter o calendário de vacinação atualizado entre os públicos prioritários. A orientação enfatiza a aplicação das doses de reforço contra a Covid-19 e a adesão de gestantes à imunização contra o VSR, estratégia decisiva para transferir anticorpos protetores aos recém-nascidos.



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