Polícia Civil deflagra Operação 'Funcionário do Mês IV' contra esquema de desvios em empresa de energia solar em Alagoas
Mandados de busca foram cumpridos em Maceió e Palmeira dos Índios; prejuízo documentado é de R$ 150 mil, mas rombo total pode atingir R$ 600 mil. Carros e contas bancárias foram bloqueados.
A operação cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão nos municípios de Maceió e Palmeira dos Índios/ Cortesia Por Redação / Portal Alagoas NTTV
15/10/2026 09h12 · Atualizado há alguns minutos
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Delegacia de Estelionatos, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Funcionário do Mês IV. A ofensiva tem como alvo esquemas criminosos praticados por indivíduos que se aproveitam da relação de confiança no ambiente profissional para desviar patrimônio e provocar rombos financeiros contra empresas e clientes.
A operação cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão nos municípios de Maceió e Palmeira dos Índios. A coordenação da ação de campo ficou a cargo do delegado Dalberth Pinheiro, no âmbito de inquérito presidido pelos delegados Christian Teixeira e Wesley Gotardo. A mobilização contou com o apoio operacional da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DNARC) e do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO).

Como funcionava o esquema criminoso
Segundo as investigações, o foco das apurações recai sobre a conduta de uma vendedora que atuava em uma empresa do segmento de energia solar. Valendo-se da credibilidade junto aos compradores e à chefia, a investigada recebia valores de pagamentos e os transferia diretamente para contas correntes pessoais e de terceiros vinculados ao grupo.
A apuração técnica também constatou fraudes mais complexas: a investigada realizava financiamentos bancários fraudulentos sem a anuência nem o conhecimento dos clientes — falsificando contratos e rubricas —, além de comercializar falsas propostas para liquidação de dívidas mediante promessas de descontos irregulares.

Prejuízo de até R$ 600 mil e bloqueio de bens
Até esta etapa das diligências, os prejuízos patrimoniais formalmente comprovados por meio de documentos chegam a R$ 150 mil. No entanto, a diretoria da empresa lesada — que arcou integralmente com os danos sofridos pelos seus clientes — estima que as perdas financeiras consolidadas possam alcançar a marca de R$ 600 mil.
Durante as buscas domiciliares, os agentes apreenderam veículos utilizados e vinculados aos investigados, além de executarem ordens judiciais de indisponibilidade e bloqueio de valores em contas bancárias. O objetivo das medidas assecuratórias é garantir a preservação de ativos para viabilizar o futuro ressarcimento financeiro da empresa prejudicada. As apurações continuam para individualizar a conduta de possíveis cúmplices e encerrar os autos do inquérito policial.



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