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São Miguel dos Campos,15/10/2026

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EUA preparam novos planos de ataque contra o Irã e avaliam uso da 'Mãe de Todas as Bombas', a maior arma não nuclear do arsenal americano

Sob ordens de Donald Trump, Pentágono estuda bombardeios contra instalações nucleares e rede energética iraniana usando a GBU-43/B; decisão final envolve riscos eleitorais e impasse sobre retirada militar.


EUA preparam novos planos de ataque contra o Irã e avaliam uso da 'Mãe de Todas as Bombas', a maior arma não nuclear do arsenal americano 'Mãe de Todas as Bombas', a maior arma não nuclear do arsenal americano/ Reprodução

Por Redação / Portal Alagoas NTTV

15/10/2026 10h18 · Atualizado há alguns minutos

As Forças Armadas dos Estados Unidos elaboraram novos planos operacionais de ataque contra o Irã, incluindo nos pacotes de bombardeio o eventual emprego da GBU-43/B, conhecida militarmente como Massive Ordnance Air Blast (Moab) e popularmente apelidada de a “Mãe de todas as bombas” (Mother Of All Bombs). O artefato é a arma convencional (não nuclear) mais potente e destrutiva em operação no arsenal norte-americano.

As diretrizes em formulação miram diretamente complexos de instalações nucleares e a infraestrutura estratégica do setor de energia do país persa. A execução dos planos está condicionada a uma autorização direta do presidente norte-americano, Donald Trump, que avalia a deflagração dos bombardeios no contexto pré ou pós-eleições legislativas de meio de mandato (midterms).

Fontes a par das tratativas, ouvidas sob reserva de identidade, confirmaram que Trump ordenou pessoalmente à cúpula do Pentágono a preparação de opções agressivas voltadas a paralisar a produção energética iraniana. O desenho estratégico prevê o lançamento da ofensiva antes de uma desmobilização oficial de tropas alocadas no Comando Central dos EUA (Centcom), servindo como base para que o governo possa declarar vitória militar antes de retirar o contingente do território de hostilidades.

Poder de destruição da GBU-43/B (Moab)

Desenvolvida pela Força Aérea dos Estados Unidos em 2002 e já lançada anteriormente em missões contra sistemas de túneis e abrigos fortificados no Afeganistão, a bomba Moab impressiona por suas dimensões e capacidade de devastação:

  • Mecanismo por pressão do ar: A bomba atua através da detonação do ar atmosférico por compressão extrema, o que amplifica e prolonga a onda de choque, aumentando brutalmente o raio letal e a destruição de estruturas em solo e subterrâneas.

  • Peso e explosivos: O projétil ultrapassa 10 mil quilos (10 toneladas), comportando cerca de 8 toneladas de explosivos de alta potência.

  • Equivalência destrutiva: Possui capacidade destrutiva correspondente a 11 toneladas de TNT, criando uma onda de choque expansiva com raio de devastação de 1 quilômetro.

  • Arsenal comparado: No segmento não nuclear, o armamento só é superado em capacidade teórica pela FOAB (Father Of All Bombs), de fabricação russa.

Apesar da magnitude do armamento, comandantes e assessores militares mantêm ceticismo nos bastidores quanto à eficiência real da superbomba para resolver um impasse bélico que já ultrapassa seis meses de duração ou neutralizar por completo alvos profundamente blindados.

Pressão eleitoral e dilema político na Casa Branca

A deliberação militar ocorre em um momento de extrema sensibilidade política em Washington. Envolvido em um conflito cada vez mais impopular perante o eleitorado, o governo enfrenta forte apreensão por parte de lideranças republicanas, que temem perdas expressivas de cadeiras no Congresso nas próximas semanas. Sem canais diplomáticos efetivos para um acordo imediato entre a Casa Branca e Teerã, analistas questionam a falta de uma estratégia que integre ações militares a um plano claro de saída.

Trump, que tem oscilado em discursos públicos entre declarar que o confronto estaria próximo do fim e adotar cautela diante de temas ainda pendentes no Oriente Médio, resiste a saídas abruptas sugeridas por aliados. Em conversas reservadas, o mandatário argumenta que desocupar a região sem um ato contundente ou vitória palpável seria interpretado internamente e no cenário geopolítico como uma declaração de derrota.




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