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'Serial Killer de Maceió' vai ao seu 10º júri popular nesta quinta-feira pela morte de jovem casal no Vergel do Lago

Já condenado a mais de 234 anos de reclusão, Albino Santos de Lima senta novamente no banco dos réus pelo assassinato de Débora Vitória (21) e John Lennon (20), mortos a tiros em dezembro de 2023.


'Serial Killer de Maceió' vai ao seu 10º júri popular nesta quinta-feira pela morte de jovem casal no Vergel do Lago O jovem casal Débora Vitória Silva dos Santos, de 21 anos, e seu namorado, John Lennon Santos Ferreira, de 20 anos, ocorrido em 18 de dezembro de 2023/ Reprodução Redes Sociais

Por Redação / Portal Alagoas NTTV

21/10/2026 10h30 · Atualizado há alguns minutos

O Tribunal do Júri da Comarca de Maceió realiza, a partir das 8h desta quinta-feira (22), o décimo julgamento consecutivo de Albino Santos de Lima, conhecido nacionalmente como o "Serial Killer de Maceió". O réu é acusado do duplo homicídio qualificado que vitimou o jovem casal Débora Vitória Silva dos Santos, de 21 anos, e seu namorado, John Lennon Santos Ferreira, de 20 anos, ocorrido em 18 de dezembro de 2023, no bairro do Vergel do Lago, na capital alagoana.

Considerado o maior homicida em série da história recente de Alagoas, o ex-agente penitenciário já acumula condenações históricas que somam mais de 234 anos de reclusão em regime fechado por diversos assassinatos em série cometidos entre 2023 e 2024 em bairros da periferia de Maceió.

Premeditação contra tese de esquizofrenia

Na sessão do júri popular, a acusação conduzida pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) vai sustentar a condenação com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. O órgão ministerial baseia a denúncia nos laudos periciais da Polícia Científica e na quebra de dados telemáticos do aparelho celular do acusado, onde foram descobertas pastas digitais com nomes, fotografias, endereços e o monitoramento das redes sociais de dezenas de alvos, comprovando um padrão frio de premeditação.

Em contrapartida, o corpo de defesa do réu deverá reiterar a tese de inimputabilidade e incapacidade civil por transtornos mentais, alegando que Albino não estava em pleno domínio das faculdades psíquicas durante as execuções em decorrência de esquizofrenia e distúrbios psiquiátricos graves.

A execução e a reviravolta pericial

Na noite do crime, Débora e John Lennon caminhavam por uma rua no Vergel do Lago quando foram emboscados e surpreendidos pelos disparos. John Lennon foi atingido por cinco tiros na cabeça e nas costas, morrendo instantaneamente no local. Débora Vitória foi alvejada na região do tórax e abdômen, chegou a ser socorrida a uma unidade hospitalar, mas não resistiu à gravidade das lesões.

Inicialmente, a polícia cogitou que a execução de John estivesse ligada a um atrito comercial na compra de uma motocicleta e que Débora havia sido baleada por estar ao lado dele. No entanto, o Núcleo de Investigação de Homicídios e a perícia de microcomparação balística desmontaram a linha inicial ao comprovar que a munição e a arma de fogo utilizadas no casal pertenciam ao mesmo arsenal empregado pelo ex-agente na série sistemática de assassinatos que aterrorizou a capital.




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