Protesto de trabalhadores e fornecedores bloqueia pátio de empresa das obras da BR-101 em São Miguel dos Campos
Com queima de pneus e bloqueio de maquinário, manifestantes cobram salários e vales atrasados de até dois meses da empresa Vanguarda; fornecedor de combustível relata calote de mais de R$ 315 mil e atrasos atingem outros canteiros em Alagoas.
Com queima de pneus e bloqueio de maquinário, manifestantes cobram salários e vales atrasados de até dois meses da empresa Vanguarda/ AlagoasNTTV Por Redação / Portal Alagoas NTTV
21/10/2026 10h15 · Atualizado há alguns minutos
A manhã desta quarta-feira (21) foi marcada por um protesto contundente de operários e fornecedores às margens da rodovia federal BR-101, no município de São Miguel dos Campos
Com queima de pneus e a formação de uma barreira humana no portão de acesso, os manifestantes impediram a saída de maquinários pesados e a entrada de uma carreta prancha que tinha a missão de recolher equipamentos do canteiro de obras

Promessas não cumpridas e drama de pais de família
O clima entre os operários é de revolta e desespero
"Nós fomos até a sede do DNIT, conversamos com o inspetor e nos disseram que o pagamento cairia na conta até ontem
. Esperamos o dia inteiro e nada . Falam para a gente aguardar até o final da tarde, mas não dão uma previsão real . Temos aluguel, água, energia e comida para botar dentro de casa . Não vamos sair daqui enquanto o dinheiro não estiver na conta", desabafou Edenildo .
Outro funcionário, identificado como Paulo, há 8 meses prestando serviços na empresa, relatou com emoção o impacto da crise em seu lar
"Estamos com dois meses sem ver a cor do dinheiro
. Ontem mesmo meus filhos me pediram um lanche e eu não tive condições de dar . É muito humilhante para quem trabalha com dedicação, dando o sangue . Não queríamos estar queimando pneu ou parando máquina, mas fomos empurrados para isso para garantir nosso direito básico", lamentou o trabalhador .
Dívida milionária com fornecedores e problemas em outros lotes
Além da mão de obra direta, empresas fornecedoras que abastecem o canteiro de obras também somam prejuízos vultosos
"Para carregar combustível nas distribuidoras, nós precisamos pagar de forma antecipada
. Abrimos crédito de confiança para a empresa e eles simplesmente não honraram a palavra . Ficamos num jogo de empurra-empurra, mandando a gente cobrar em Flexeiras, em Messias ou apontando outras empresas consorciadas como a Jardiplan e a Britex . Enquanto isso, o prejuízo fica com quem fornece e com o trabalhador", explicou o empresário .
A paralisação reflete um problema que já atinge outras frentes de serviço ao longo do trecho da BR-101 em Alagoas, com bloqueios e cobranças semelhantes já registrados nas bases operacionais dos municípios de Flexeiras e Messias





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