B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020: Ibovespa despenca 16% e dólar dispara após eleições
Primeiro pregão após a definição do pleito de 2026 registra forte aversão ao risco no mercado financeiro; negociações foram paralisadas por 30 minutos e juros futuros disparam.
Telão com ações do Ibovespa sendo negociadas / Getty Imagens Por Redação Econômica / Portal Alagoas NTTV
26/10/2026 11h35 · Atualizado há instantes
O primeiro pregão da bolsa de valores brasileira após o resultado do segundo turno das Eleições Gerais de 2026 começou sob forte turbulência financeira. Na manhã desta segunda-feira (26), a B3 precisou acionar o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde o auge da pandemia de Covid-19, em 2020, interrompendo as negociações por 30 minutos devido à extrema volatilidade.
Após a reabertura dos negócios, por volta das 10h40, o Ibovespa afundava mais de 16%, operando na faixa dos 171 mil pontos. Mesmo com o mercado à vista reaberto, grande parte das ações e ativos brasileiros continuou passando por sucessivos processos de leilão para conter a pressão vendedora.
Impacto generalizado nos ativos e contratos futuros
Durante a paralisação inicial de meia hora, operações de renda fixa privada, ETFs, BDRs e contratos de opções referenciados em ações, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50 e Índice Small Cap ficaram totalmente suspensos.
No mercado futuro, a reação negativa foi imediata:
O contrato de Ibovespa futuro com vencimento em 16 de dezembro de 2026 desabou mais de 17% nos primeiros negócios, chegando a recuar 16,55% (a 173.530 pontos), antecipando a abertura crítica do mercado à vista.
Diante da intensidade do movimento, a B3 alterou os limites inferiores de oscilação diária para os contratos futuros do índice, ampliando o teto de queda de -15% para até -20%.
Dólar em disparada e salto nos juros futuros
O câmbio e a curva de juros também refletiram o movimento brusco de aversão ao risco:
Câmbio: O dólar comercial disparou na abertura com alta de 12,52%, cotado a R$ 5,60. Por volta das 11h, a moeda norte-americana mantinha valorização superior a 10%, negociada em torno de R$ 5,5092.
Juros futuros (DIs): As taxas registraram saltos expressivos ao longo de toda a curva a termo. O contrato de DI para janeiro de 2028 subiu 206 pontos-base, atingindo 14,915% (frente a 12,859% do ajuste anterior). Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 saltou 263 pontos-base, alcançando 15,375%, contra 12,745% do encerramento anterior.
Analistas do mercado financeiro continuam monitorando o desenrolar das negociações e as declarações de lideranças políticas ao longo do dia para avaliar o comportamento dos investidores institucionais e estrangeiros.



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