Presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, é preso pela Polícia Federal em operação contra fraudes e desvios de recursos públicos
Operação Tomada de Contas cumpre mandados de prisão e busca em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo; investigação do STJ apura irregularidades em contratos, saques em espécie e lavagem de dinheiro.
Sérgio Ricardo de Almeida, foi preso na manhã desta quinta-feira (29)/ Divulgação TCE MT Por Redação / Portal Alagoas NTTV
29/10/2026 12h35 · Atualizado há instantes
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, foi preso na manhã desta quinta-feira (29) por equipes da Polícia Federal (PF). A captura ocorreu no âmbito da Operação Tomada de Contas, que investiga um esquema complexo de irregularidades em contratos públicos, desvios e fraudes em pagamentos a servidores e fornecedores dentro da instituição de controle fiscal.
A ofensiva policial mobilizou mais de 180 agentes para o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e quebras de sigilo financeiro e telemático. As diligências são realizadas de forma simultânea nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com autorização expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Esquema de pressão sobre fornecedores e saques em espécie
De acordo com as investigações conduzidas pela PF, o esquema criminoso contava com artifícios sofisticados para o desvio de verbas e manipulação administrativa. Entre os principais pontos investigados estão:
Uso estratégico de suspensões: Indícios apontam que a suspensão de contratos públicos era utilizada como mecanismo de pressão e extorsão contra fornecedores, além de garantir tratamento diferenciado e seletivo na liberação de recursos públicos;
Movimentações atípicas: Divergências profundas em pagamentos a empresas contratadas;
Saques em espécie: Identificação de retiradas recorrentes de dinheiro vivo nas dependências da própria instituição de contas ligadas à rede de favorecimento, evidenciando o uso de recursos sem rastreabilidade.
Os fatos apurados no inquérito sob supervisão do STJ configuram, em tese, crimes graves contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.



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