Homem é preso por manter auxiliar de cozinha em cárcere privado e estuprá-la por 24 horas em Flexeiras
Vítima de 23 anos foi resgatada e internada no Hospital da Mulher; autor do crime, que ameaçou matar o filho da jovem, contou com a cumplicidade de parentes durante as agressões.
Vítima de 23 anos foi resgatada e internada no Hospital da Mulher/ Cortesia Por Redação / Portal Alagoas NTTV
03/11/2026 09h30 · Atualizado há instantes
Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na última segunda-feira (2), acusado de manter uma auxiliar de cozinha de 23 anos em cárcere privado e de violentá-la sexualmente por cerca de 24 horas. O crime ocorreu a partir do último domingo (1º) no município de Flexeiras, situado no interior de Alagoas. Além do autor principal, o padrasto (de 60 anos) e o irmão dele (de 27 anos) também foram capturados pela Polícia Militar por darem cobertura à ação criminosa.
Graças a denúncias repassadas pela população, as equipes da PM conseguiram localizar e prender os três suspeitos em tentativa de fuga, em locais diferentes. O autor foi o primeiro a ser detido, seguido pelo padrasto e pelo irmão. Todos foram conduzidos ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Novo Lino, onde permanecem reclusos e à disposição da Justiça.
A vítima, por sua vez, foi encaminhada ao Hospital da Mulher, onde segue internada recebendo suporte médico e psicológico especializado. Um boletim de ocorrência foi formalizado e os exames periciais de corpo de delito foram solicitados para embasar as investigações.
A dinâmica da violência e o terror vivido pela vítima
De acordo com relatos colhidos pela família, a jovem havia desaparecido no último sábado (31) após comparecer a uma festa. Ela aceitou o convite do suspeito — que era amigo da família — para consumir bebidas alocólicas em uma residência na companhia de outras pessoas. No entanto, ao entrar no imóvel, percebeu que o local estava vazio e questionou o homem, momento em que ele tentou forçar uma aproximação íntima.
Diante da recusa da auxiliar de cozinha, que mantinha com ele apenas uma relação de amizade, o agressor passou a mantê-la sob coação e controle estrito, fazendo ameaças graves de morte contra o filho dela, de apenas dois anos de idade, caso ela tentasse fugir ou denunciar os abusos.
Emocionada, a irmã da vítima, Lara Vitória, relatou o sofrimento extremo enfrentado pela jovem:
“Ele violou todas as partes do corpo dela, em cinco vezes. No final, ela disse que não tinha mais forças. As evidências mostram que ela está machucada, tem marcas de pauladas nas costas. Ela gritou, chamou, pediu socorro...”, desabafou.
Conivência de parentes e atuação da Polícia Militar
Conforme as apurações da polícia, a jovem foi inicialmente levada para a margem de uma área de rio, onde sofreu a primeira investida violenta, e posteriormente confinada na casa do padrasto do principal suspeito.
O major Adriano Levy, comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar (14º BPM), apontou que tanto o padrasto quanto o irmão do agressor presenciaram o momento em que a vítima foi trazida para o imóvel e testemunharam a violência, omitindo socorro e se recusando a acionar as autoridades competentes para resgatá-la.
O caso foi oficialmente transferido para a Delegacia de Polícia Civil de Flexeiras, que dará continuidade às investigações para apurar todas as responsabilidades criminais.



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