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São Miguel dos Campos,04/11/2026

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"Serial killer de Maceió" volta ao banco dos réus nesta quarta-feira (4) para o seu 11º júri popular

Albino Santos de Lima é julgado pela morte de José Cícero, executado em 2019 na Chã da Jaqueira; penas acumuladas pelo réu já somam mais de 294 anos de reclusão.


Albino Santos de Lima é julgado pela morte de José Cícero, executado em 2019 na Chã da Jaqueira/ Arquivo MPAL

Por Redação / Portal Alagoas NTTV

04/11/2026 11h25 · Atualizado há instantes

Apontado como o maior homicida em série da história recente de Alagoas, Albino Santos de Lima senta novamente no banco dos réus na manhã desta quarta-feira (4), no Fórum do Barro Duro, para enfrentar o seu 11º julgamento perante o Tribunal do Júri. A sessão é presidida pelo juízo da 9ª Vara Criminal da Capital.

Desta vez, o réu é julgado pelo assassinato de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos, apontado pelas investigações como uma das primeiras vítimas da sequência de homicídios que aterrorizou a periferia da capital alagoana.

O crime foi cometido por volta das 18h do dia 8 de dezembro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira. Embora Albino tenha admitido a execução em depoimento formal na delegacia durante a fase de inquérito, ele recuou e negou o fato em interrogatório judicial. Testemunhas oculares que presenciaram a investida criminosa, contudo, o reconheceram e confirmaram que ele foi o autor dos disparos fatais.

Perícia balística liga o crime a outro homicídio na região

A sustentação da tese acusatória conta com laudos técnicos decisivos da Polícia Científica de Alagoas. O exame de confronto balístico comprovou que os projéteis extraídos do corpo de José Cícero partiram do mesmo revólver calibre .38 utilizado para matar a idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos.

Genilda foi alvejada mortalmente enquanto caminhava com o neto a caminho da escola, também no bairro da Chã da Jaqueira. Por este homicídio, Albino já foi submetido a julgamento popular e condenado à época a uma pena de 22 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão.

No plenário desta quarta-feira, a acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Antonio Vilas Boas, do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que sustenta perante o Conselho de Sentença a qualificadora de homicídio cometido mediante recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima.

Condenações acumuladas já beiram 300 anos

O histórico de penalidades de Albino Santos impressiona pelo volume. Em seu 10º julgamento, realizado no último dia 22 de outubro, o réu recebeu uma sentença de 60 anos de reclusão pelo duplo homicídio de Débora Vitória Silva dos Santos e John Lenno Santos Ferreira, ocorrido em dezembro de 2023, no bairro da Levada.

Com esse veredito anterior, o somatório das condenações impostas pela Justiça alagoana ao acusado já alcança a marca de 294 anos, 2 meses e 13 dias de prisão, total que poderá ultrapassar os três séculos de reclusão caso o corpo de jurados acolha integralmente o pedido de condenação formulado pelo MPAL ao término dos debates.




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