Mãe é presa suspeita de agredir filho de 2 anos com queimadura de segundo grau na região genital em Rio Largo
Caso foi descoberto por funcionárias da Creche Municipal Celírio Adamastor; conselheiras tutelares e PM acionaram socorro após laudo médico confirmar lesão grave.
Caso foi descoberto por funcionárias da Creche Municipal Celírio Adamastor/ Divulgação Por Redação / Portal Alagoas NTTV
05/11/2026 10h10 · Atualizado há instantes
Uma mulher foi presa em flagrante na última quarta-feira (4) na cidade de Rio Largo, situada na Região Metropolitana de Maceió, sob a suspeita de agredir o próprio filho. O crime veio à tona após profissionais da Creche Municipal Celírio Adamastor desconfiarem de sinais de maus-tratos na criança e acionarem imediatamente o Conselho Tutelar.
Quando a Polícia Militar chegou à unidade de ensino, encontrou a mãe e as conselheiras tutelares, que apresentaram registros fotográficos evidenciando lesões graves na região genital do menino.
Versão da mãe e constatação médica
Questionada pelas autoridades no local, a suspeita alegou que os ferimentos teriam sido provocados durante o processo de desfralde. Segundo a justificativa apresentada por ela, a criança teria o hábito de manipular o próprio órgão genital, o que supostamente teria gerado as marcas. Contudo, a morfologia dos ferimentos e um corte de cabelo considerado atípico levantaram sérias suspeitas na equipe escolar e nos conselheiros.
Diante da gravidade da situação, policiais militares e conselheiras encaminharam a criança ao Hospital Ib Gatto Falcão. A médica plantonista realizou os exames necessários e emitiu um laudo atestando que o menino apresentava uma queimadura de segundo grau na região genital.
Prisão e encaminhamento ao HGE
Munidos do relatório médico e das fotografias, os policiais militares conduziram a mãe até a Central de Flagrantes, em Maceió, onde ela foi autuada e permaneceu presa sob custódia da Polícia Civil. O caso foi formalmente registrado como lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica.
A criança ficou sob a proteção e tutela do Conselho Tutelar. Após o atendimento inicial, o menino permaneceu em observação médica aguardando transferência para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde seria submetido a uma avaliação especializada com um cirurgião pediátrico.
A Polícia Militar informou que não há registros prévios conhecidos de denúncias contra a mãe, tampouco informações detalhadas sobre o paradeiro do pai. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer a real origem da queimadura e as circunstâncias da violência.



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