Caso Izabelle: Policiais vão a julgamento 12 anos após morte de soldado dentro de viatura em Maceió
Audiência ocorre nesta sexta-feira (6) na Auditoria Militar; Izabelle foi atingida por 17 disparos de submetralhadora que teria disparado sozinha em 2014.
Caso Izabelle: PMs acusados de metralhar soldado são julgados em Maceió nesta sexta. Reprodução Doze anos após a trágica morte da soldado Izabelle Pereira dos Santos, dois policiais militares sentam no banco dos réus nesta sexta-feira (6). O julgamento, que tramita sob sigilo, ocorre na 13ª Vara da Capital – Auditoria Militar, em Maceió. Os militares José Rogério Mariano da Silva e Samuel Jackson Ferreira de Lima respondem pelo episódio ocorrido em agosto de 2014, no bairro São Jorge.
A audiência marca a fase de instrução processual, momento em que serão colhidos os depoimentos de testemunhas e os interrogatórios dos réus. Izabelle perdeu a vida dentro de uma viatura da Radiopatrulha ao ser atingida por uma rajada de 17 tiros disparados por uma submetralhadora da corporação.
O caso é um dos mais complexos da crônica policial alagoana. A versão inicial indicava que a arma teria disparado sozinha devido à trepidação do veículo. Em 2017, um laudo da Polícia Federal (PF) reforçou a tese de falha no armamento fabricado pela empresa Taurus.
Segundo a perícia da PF:
O seletor de tiros da submetralhadora teria mudado sozinho da posição de segurança para a de disparo devido a um impacto no encaixe do cinto de segurança;
Uma peça de outra arma que estava na viatura pode ter enganchado e acionado o gatilho acidentalmente.
Apesar dos indícios de falha no equipamento, a Justiça Militar busca esclarecer se houve negligência ou imprudência por parte dos companheiros de guarnição no manuseio ou acondicionamento das armas dentro do veículo.



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