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São Miguel dos Campos,06/02/2026

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Ministério Público denuncia babá por tortura-castigo contra criança autista em Arapiraca

Suspeita teria agredido menino com TEA nível 3 e o submetido a humilhações extremas; denúncia aponta que babá teria obrigado a vítima a ingerir material fecal.

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Ministério Público denuncia babá por tortura-castigo contra criança autista em Arapiraca Babá da criança é suspeita de praticar violência física. GazetaWeb.com
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O Ministério Público de Alagoas (MPAL) formalizou, nesta sexta-feira (6), a denúncia criminal contra a babá acusada de torturar um menino com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 3 de suporte, em Arapiraca. O caso, que veio à tona em janeiro, chocou o Agreste alagoano pelos detalhes de extrema crueldade revelados durante a investigação.

A mulher havia sido contratada em junho de 2025 para cuidar da criança no período pós-escolar. O alerta partiu da própria escola, que percebeu mudanças no comportamento do menino na presença da cuidadora. Posteriormente, vizinhos entregaram gravações à família onde a mulher era ouvida gritando: "Tá chorando, é? Cala a boca... Só vai no pau você".

De acordo com a promotora Viviane Farias, da Promotoria da Infância e da Juventude, os depoimentos colhidos indicam que a acusada agia de forma consciente e voluntária. A denúncia tipifica o crime como tortura-castigo, fundamentada em agressões físicas confirmadas por exame de corpo de delito.

As investigações revelaram episódios de sadismo que ultrapassam qualquer compreensão:

Agressões Físicas e Verbais: O menino era submetido a espancamentos e ameaças constantes;

Humilhação Extrema: Há relatos de que a babá teria obrigado a criança a ingerir material fecal;

Ameaça de Morte: Testemunhas afirmam que a acusada chegou a mencionar a intenção de matar o menor.


O MPAL acionou todos os órgãos competentes para garantir a proteção da vítima e de sua família. Com o oferecimento da denúncia, caberá à Justiça decidir sobre a prisão preventiva ou outras medidas cautelares contra a acusada. O processo seguirá para a fase de instrução, onde as provas e depoimentos serão analisados pelo magistrado.

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