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São Miguel dos Campos,24/02/2026

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Anvisa registra 65 mortes suspeitas associadas ao uso de "canetas emagrecedoras" no Brasil

Dados do sistema VigiMed mostram que notificações de efeitos adversos dobraram no último ano; agência alerta que registros não comprovam relação direta de causa e efeito.

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Anvisa registra 65 mortes suspeitas associadas ao uso de Anvisa registra 65 mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras. Rmcarvalho/Getty Images
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O aumento explosivo no consumo de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras", trouxe um alerta para os órgãos de fiscalização sanitária no Brasil. Dados do sistema VigiMed, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), revelam que 65 óbitos foram notificados como suspeitos após o uso desses fármacos entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025.

A Anvisa ressalta que a inclusão desses casos no sistema faz parte do monitoramento de rotina e não significa, necessariamente, que o remédio foi a causa direta da morte. O objetivo do registro é permitir que técnicos analisem padrões de segurança dos produtos após a comercialização.

O levantamento abrange princípios ativos utilizados tanto para o controle da diabetes tipo 2 quanto para o tratamento da obesidade. São eles:

Semaglutida: (Famosos Ozempic e Wegovy);

  • Tirzepatida: (Mounjaro);
  • Liraglutida: (Saxenda e Victoza);
  • Dulaglutida: (Trulicity).

Nos últimos sete anos, foram contabilizadas 2.436 notificações de reações suspeitas. Um dado chama a atenção: quase metade desses registros (1.128) ocorreu apenas em 2025, acompanhando a popularização do uso estético desses medicamentos.

Sintomas Comuns: Náuseas, vômitos, diarreia e constipação (já previstos em bula).

Alerta Grave (Pancreatite): O sistema registrou 145 notificações de inflamação no pâncreas. Se somados os dados de estudos clínicos, esse número sobe para 225 ocorrências. Dos 65 óbitos suspeitos, seis já haviam sido divulgados anteriormente por possível ligação com quadros de pancreatite.

Em nota, a Anvisa explicou que não investiga cada óbito individualmente, mas sim o desempenho dos remédios na "vida real". Até o momento, a agência afirma que não existem evidências que exijam a mudança nas recomendações de uso ou a retirada dos produtos do mercado, desde que seguidas as indicações aprovadas por médicos.

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