PM é identificado como suspeito de matar cachorro comunitário a tiros
Crime ocorreu em janeiro durante briga em frente a um shopping; agente se apresentou ao DPPC acompanhado da Corregedoria e foi liberado após depoimento.
Polícia identifica PM como suspeito de executar cachorro em SP. Reprodução A Polícia Civil de São Paulo identificou um policial militar como o autor dos disparos que mataram um cachorro comunitário no dia 18 de janeiro. O crime, que gerou forte indignação, aconteceu durante uma confusão na Avenida Ragueb Chohfi, na Zona Leste da capital paulista.
Segundo nota oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o agente compareceu à sede do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) para prestar esclarecimentos. O depoimento foi acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, e o policial foi liberado na sequência para responder ao inquérito em liberdade.
O episódio que culminou na morte do animal teve início com uma briga doméstica. De acordo com testemunhas:
Agressão: O policial estaria agredindo a companheira na porta de um shopping;
Intervenção: Um segurança do estabelecimento interveio para proteger a mulher, iniciando uma briga com o agressor;
Ataque ao Animal: Enquanto o policial e o segurança discutiam, o cachorro comunitário começou a latir. Irritado com o animal, o PM sacou a arma e efetuou pelo menos quatro disparos contra o cão.
Após o ato, o atirador fugiu do local com a companheira. O animal, que era cuidado por frequentadores da região, não resistiu aos ferimentos.
O caso está sob responsabilidade da 3ª Delegacia do Meio Ambiente, vinculada ao DPPC. Além da investigação criminal por maus-tratos a animais (com o agravante da morte) e possível abuso de autoridade ou disparo de arma de fogo em via pública, a Corregedoria da PM deve abrir um procedimento administrativo para avaliar a conduta do agente.



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