Foragido desde 2018 é preso na Turquia após viver oito anos sob identidade feminina para escapar da Justiça
Tuğrul Başar usava o documento oficial da irmã biológica para circular em Istambul; acusado foi identificado por impressões digitais e cumprirá pena em presídio masculino.
Tuğrul Başar usava o documento oficial da irmã biológica para circular em Istambul/ Reprodução Por Portal AlagoasNT TV — Istambul (Turquia)
16/09/2026 09h27 Atualizado há 1 minuto
Uma investigação conduzida pela Polícia da Turquia resultou na captura do foragido Tuğrul Başar, que permaneceu foragido das autoridades locais ao longo de oito anos. A prisão foi efetuada em uma operação no bairro de Kadıköy, em Istambul, após o avanço do trabalho de inteligência do serviço de segurança do país.
Condenado por três crimes de roubo cometidos em 2010 — ocasião em que se passava por funcionário público —, Başar havia sido sentenciado a três anos de reclusão, mas conseguiu evadir-se das autoridades em 2018 para evitar o cumprimento da pena em regime fechado.
Mudança de Aparência e Uso de Documento da Irmã
Segundo apurações divulgadas pelo veículo Gulf News, o investigado adotou uma identidade social feminina e passou por transição física durante todo o período em que esteve evadido. Para evitar a checagem por parte das autoridades em abordagens de rotina, Başar apresentava a carteira de identidade oficial de sua irmã biológica, conseguindo circular por Istambul sem suscitar suspeitas imediatas.
A alteração na aparência inviabilizou o uso do acervo fotográfico constante no sistema policial mantido desde a época das condenações originais. Diante disso, as equipes policiais reconfiguraram a estratégia de monitoramento, focando nos hábitos e na rotina do suspeito até o momento da abordagem.
Confirmação Papiloscópica e Enquadramento Prisional
A confirmação definitiva da identidade do procurado ocorreu mediante a coleta de impressões digitais após a detenção no bairro de Kadıköy, encerrando o histórico de buscas mantido pelas forças de segurança turcas.
Başar foi encaminhado a uma unidade prisional masculina para o cumprimento da pena de três anos de reclusão. Na Turquia, país de ordenamento jurídico secular, a alocação em estabelecimentos prisionais é determinada pelo registro do sexo biológico/gênero presente nos documentos oficiais do sistema civil — registro que não havia sido alterado legalmente pelo acusado.
Além do cumprimento da sentença pelos roubos de 2010, um novo inquérito foi instaurado para apurar a prática de falsidade ideológica e uso fraudulento de documento de terceiros, o que poderá estender o período de reclusão.
O Portal AlagoasNT TV e a rede NT Sport TV acompanham os principais registros policiais do cenário internacional.



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