Ministério Público investiga suspeita de fraude e "laranjas" em contratos do transporte escolar de Pilar
Procedimento foi instaurado pela Promotoria de Pilar com apoio do Gaeco após denúncia da Polícia Federal; prefeitura tem 10 dias para enviar documentos desde 2016.
Denúncia aponta a existência de um suposto esquema/ Ilustração Por Portal AlagoasNT TV — Pilar (AL)
17/09/2026 10h12 Atualizado há 1 minuto
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento criminal de investigação para apurar supostas fraudes em processos licitatórios e contratos de locação de veículos voltados ao transporte escolar no município de Pilar, na Região Metropolitana de Maceió. A portaria de abertura foi publicada no Diário Oficial do MPAL desta quinta-feira (17 de Setembro).
A apuração conduzida pela Promotoria de Justiça de Pilar contará com o suporte técnico do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A suspeita central aponta para a utilização de empresas de fachada e pessoas interpostas ("laranjas") com o objetivo de ocultar os reais beneficiários dos recursos públicos.
Origem na Polícia Federal e Escopo dos Crimes
O procedimento investigatório teve origem em levantamentos e manifestações encaminhadas pela Corregedoria Regional da Polícia Federal em Alagoas. A denúncia aponta a existência de um suposto esquema pulverizado em contratos de transporte escolar que atingiria múltiplos municípios alagoanos, incluindo Pilar.
Segundo o órgão ministerial, as condutas apuradas visam identificar eventuais crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos administrativos, associação ou organização criminosa, além de lavagem de capitais.
Prazo para Apresentação de Documentos
Dentro das primeiras diligências registradas, o MPAL requisitou que a Prefeitura Municipal de Pilar apresente, no prazo impreterível de 10 dias, a cópia integral de todas as licitações, dispensas, contratos e comprovantes de pagamentos vinculados ao transporte e locação de veículos desde o ano de 2016.
O Ministério Público ressalta que a instauração do procedimento não atesta a consumação imediata de ilícitos nem faz imputação formal a gestores ou empresários específicos, visando nesta fase preliminar a coleta de provas documentais e registros empresariais.
O Portal AlagoasNT TV e a rede NT Sport TV acompanham o prazo das requisições e eventuais manifestações do município.



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