Kim Yo-jong afirma que apenas "idiotas" acreditam no fim do programa nuclear da Coreia do Norte
Irmã de Kim Jong-un declara que status nuclear do país é "absoluto e irreversível"; declaração ocorre após sinalizações de Donald Trump.
Evento militar com o ditador Kim Jong-un em Pyongyang, no último dia 9/ KCNA/EFE/EPA Por Portal AlagoasNT TV — Pyongyang (Coreia do Norte) / Washington (EUA)
17/09/2026 11h07 Atualizado há 1 minuto
Em uma forte declaração veiculada pela agência estatal KCNA nesta quinta-feira (17 de Setembro), Kim Yo-jong, irmã do ditador Kim Jong-un e uma das figuras de maior influência no regime de Pyongyang, rechaçou categoricamente qualquer possibilidade de desnuclearização da Coreia do Norte. Segundo a autoridade, apenas "idiotas" acreditam na renúncia do arsenal atômico pelo país.
"A posição da RPDC como Estado com armas nucleares é absoluta e não pode ser revertida por nada", afirmou Kim Yo-jong. Ela classificou as cobranças da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) como uma "conversa tola já conhecida" e argumentou que os armamentos funcionam como elemento de dissuasão contra "atos ultrajantes de elementos internacionais nocivos".
Estimativas do Arsenal e Impasse com os EUA
Dados da Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican) apontam que a Coreia do Norte possui atualmente um acervo estimado em pelo menos 50 ogivas nucleares.
O posicionamento contundente de Pyongyang ocorre logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar em agosto a redução de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e acenar para um eventual encontro com Kim Jong-un. A ditadura norte-coreana, no entanto, negou qualquer processo de diálogo em andamento com Washington e prosseguiu com novos testes de mísseis na região.
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