Donald Trump critica governo brasileiro por atuação contra PCC e Comando Vermelho em documento oficial
Relatório enviado ao Congresso dos EUA acusa Brasil de falhar no combate às facções; Ministério da Justiça refuta alegações e destaca soberania nacional.
Falharam em combater facções, diz Trump/ AG EUA Por Portal AlagoasNT TV — Brasília (DF) / Washington (EUA)
17/09/2026 10h52 Atualizado há 1 minuto
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o governo brasileiro em um documento anual enviado ao Congresso norte-americano na terça-feira (15 de Setembro). Na avaliação do mandatário dos EUA, o Brasil teria falhado no enfrentamento às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O relatório identifica os países considerados estratégicos no trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027.
No texto, Trump afirmou que o governo do Brasil não conseguiu conter as duas organizações — classificadas formalmente pelos EUA como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) em maio de 2026 —, declarando que os grupos "transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína" e representam uma "ameaça crescente à paz e à segurança mundial".
Situação do Brasil no Relatório e Classificações
Apesar das fortes declarações, o Brasil não foi incluído na lista de países considerados como "falhos de maneira demonstrável" no cumprimento de obrigações internacionais antidrogas — selo aplicado a Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela.
Além disso, o território brasileiro também não figura na relação dos principais produtores ou pontos de trânsito de entorpecentes ilícitos, que lista 23 nações, incluindo México, Colômbia, Peru e Equador. No mesmo documento, Trump teceu elogios a governos alinhados, como Argentina, Equador e El Salvador, além das novas gestões na Colômbia, Bolívia e Peru, enquanto direcionou cobranças ao México, Canadá e China.
Governo Brasileiro Refuta Alegações em Nota Oficial
Em resposta, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) emitiu nota refutando veementemente qualquer alegação de omissão ou falha no combate ao crime organizado transnacional. O governo brasileiro destacou que a posição norte-americana desconsidera conquistas legislativas e operacionais recentes.
Lei Antifacção: Sancionada em março de 2026, endureceu penas para lideranças e criou mecanismos de asfixia financeira às organizações.
Programa Brasil contra o Crime Organizado: Lançado em maio de 2026, gerou bilhões de reais em prejuízos às facções e fortaleceu o sistema prisional.
Cooperação Internacional: O MJSP lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente, em 7 de maio de 2026 em Washington, uma proposta de ações conjuntas contra a lavagem de dinheiro, inteligência e tráfico de armas, sobre a qual o Brasil ainda aguarda resposta da Casa Branca.
O governo brasileiro reafirmou que o combate às organizações criminosas dentro do território nacional é conduzido pelas forças do país, com respeito irrestrito à soberania nacional.
O Portal AlagoasNT TV e a rede NT Sport TV acompanham os desdobramentos das relações internacionais e da segurança pública nacional.



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