Seja bem-vindo
São Miguel dos Campos,16/10/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Entrada de mercadorias comerciais em Gaza é suspensa após disputa tributária entre comerciantes e o Hamas

Impasse envolve cobrança de R$ 18 mil por caminhão e exigência de 30% das vendas em espécie; Unicef adverte para riscos severos de desnutrição a 800 mil crianças deslocadas com a proximidade do inverno.


Entrada de mercadorias comerciais em Gaza é suspensa após disputa tributária entre comerciantes e o Hamas Unicef adverte para riscos severos de desnutrição a 800 mil crianças deslocadas com a proximidade do inverno/ Reuters

Por Redação / Portal Alagoas NTTV

16/10/2026 11h20 · Atualizado há alguns minutos

A entrada de mercadorias comerciais na Faixa de Gaza foi completamente interrompida devido a um impasse tributário entre comerciantes palestinos e o Hamas. A suspensão paralisa uma das principais fontes de abastecimento de alimentos frescos e produtos básicos no enclave, agravando o quadro de vulnerabilidade de uma população civil dependente de suporte assistencial após três anos de conflito armado contínuo.

O anúncio foi formalizado pelo COGAT (Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios), órgão do Ministério da Defesa de Israel encarregado da gestão civil e humanitária na região. De acordo com o comunicado militar, os próprios empresários e transportadores palestinos optaram por cessar a articulação com as autoridades israelenses nos postos de fronteira.

A recusa decorre da imposição, por parte do Hamas, de uma taxa obrigatória de 10 mil shekels (aproximadamente US$ 3.220 ou cerca de R$ 18 mil) cobrada por cada caminhão de carga que cruza a fronteira, além da determinação de que 30% de todas as transações comerciais no território sejam liquidadas exclusivamente em dinheiro vivo.

Contraponto do Hamas e escassez monetária

Em resposta pública às queixas, a liderança do Hamas contestou a caracterização de imposto compulsório e afirmou que o montante de 10 mil shekels se trata de uma "contribuição voluntária" direcionada a um fundo de amparo social para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, com foco em viúvas e órfãos da guerra.

O grupo argumentou ainda que a exigência de transações em espécie visa contornar a severa crise de liquidez e a falta de papel-moeda circulante no território, consequência dos sucessivos bloqueios bancários e da infraestrutura financeira em colapso.

Alerta da ONU e vulnerabilidade de 800 mil crianças

A paralisação gerou forte reação de agências humanitárias internacionais. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) advertiu que a estabilização alimentar na Faixa de Gaza é extremamente sensível e que qualquer retenção nos corredores comerciais pode acelerar quadros graves de desnutrição infantil.

Em pronunciamento concedido em Genebra, o porta-voz do Unicef, Ricardo Pires, cobrou a manutenção irrestrita de todas as passagens de suprimentos:

"O impacto sobre as crianças, obviamente, será sentido se essa situação não for resolvida. Não podemos voltar a uma situação em que crianças e famílias não estejam recebendo todos os suprimentos, bens e serviços de que necessitam."

Estimativas de órgãos globais de monitoramento apontam que mais de dois terços dos cerca de 2 milhões de habitantes de Gaza correm risco iminente de insegurança alimentar aguda. Segundo o Unicef, cerca de 800 mil crianças continuam desalojadas, vivendo em tendas plásticas ou estruturas prediais em ruínas, sob alerta crítico diante da chegada das baixas temperaturas do inverno.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.