Casal movimenta mais de R$ 20 milhões com renda declarada de R$ 4 mil e mira patrimônio de luxo em Alagoas
Ação da Dinpol e da CORE cumpre mandados em Marechal Deodoro nesta quarta-feira (4); Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,8 milhões e apura crime de lavagem de dinheiro.
Ação da Dinpol e da CORE cumpre mandados em Marechal Deodoro nesta quarta-feira (4); Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,8 milhões e apura crime de lavagem de dinheiro/ PC AL Por Redação / Portal Alagoas NTTV
04/11/2026 12h20 · Atualizado há instantes
Um casal investigado por suspeita de lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 20 milhões em suas contas bancárias entre os anos de 2023 e 2026, no município de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. O que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de o principal suspeito ter declarado à Receita Federal uma renda mensal de apenas R$ 4 mil no mesmo período.
A disparidade financeira motivou a deflagração da Operação Vitrine na manhã desta quarta-feira (4). Coordenada pelo delegado Thales Araújo, diretor da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com o apoio tático da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em imóveis e outros sete voltados a veículos. A Justiça também decretou o bloqueio de bens no valor de R$ 5,8 milhões.
Padrão de vida incompatível e patrimônio de luxo
O estilo de vida mantido pelos investigados foi outro fator determinante para o aprofundamento das apurações policiais. Durante o levantamento patrimonial, agentes identificaram veículos de alto padrão, motocicletas e um imóvel de luxo avaliados em aproximadamente R$ 2,16 milhões.
Para as equipes de investigação, os bens acumulados não apresentam nenhuma compatibilidade aparente com os rendimentos formais informados pelo investigado à Receita Federal.
Próximos passos da investigação
A Operação Vitrine tem como objetivo principal esclarecer a origem dos recursos financeiros movimentados pelo casal e apurar se os bens de luxo foram adquiridos com o uso de dinheiro de procedência ilícita.
O material apreendido durante o cumprimento das ordens judiciais será submetido a exames periciais e de análise financeira antes de ser anexado aos autos e remetido ao Poder Judiciário. O inquérito policial segue em andamento.



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